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Eu poderia rechear a Biografia da Banda
Origem com experiências de todos os componentes da Banda
Origem e do Ministério Origem Divina com Deus mas vou relatar apenas
algumas histórias ligadas à banda e ao ministério. Alguns fatos
e nomes merecem ser preservados enquanto outros aqui relatados podem servir como
exemplo ou apenas para edificação. Não é nossa intenção
atacar ministérios ou líderes, apenas nos reservamos a contar
algumas histórias e fatos reais que nos ocorreram em todos esses
anos da nossa jornada, por isso temos a liberdade de citar
qualquer nome que julgarmos necessário. Algumas histórias também
farão rir, tantos foram os "micos que pagamos", as
"roubadas"
que também tiveram grande influência nas pessoas que
decidiram "abandonar o barco" e sair da banda e
do ministério.
Muitas foram as vezes que nos fizeram montar todo o set de
pedais, teclados, pratos, amplificadores e não tinha tempo suficiente para tocar!
Às vezes dava pra tocar
duas músicas ou a gente acabava tocando apenas uma; outras
vezes a gente nem tocava. Porém, hoje eu vejo que aquele versículo que diz que
"todas as coisas contribuem
para o bem daquele que ama a Deus"
é a mais pura verdade. Crescemos com tudo isso e aprendemos
muito também, aliás, o ato de aprender é uma constante, pois
estamos sempre aprendendo alguma coisa nova! A intenção dessa biografia atualizada é explicar o motivo de algumas coisas como por exemplo: o por quê da demora da gravação e do lançamento do CD "Filho do Homem"; a entrada e saída de pessoas na banda; por quê decidimos não mais participar de festivais... enfim, queremos tentar mostrar um pouco da história que ficou perdida no tempo e que poucas pessoas conhecem. Conquistar o que temos hoje não foi nada fácil, aliás, é difícil entender por quê tinha (tem) gente que torcia e "orava" contra... "O quê diremos pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" Romanos 8:31*** Eu sei que a probabilidade de estarmos em mais algumas "roubadas" e consequentemente com "micos a pagar" é muito grande. Por isso a intenção é manter a Biografia sempre atualizada. Aliás, posteriormente podemos pensar na idéia de publicar um livro da Biografia Oficial completa com mais fotos e detalhes, com as outras histórias que não foram relatadas, com experiências com o Sobrenatural de Deus não só do Adriano, mas de todos os membros que fazem ou que fizeram parte da banda e do ministério. Apesar de ser extenso, sugerimos que você leia o texto desde o princípio e não apenas os "micos" ou as histórias engraçadas. E desde já, muito obrigado a você, que está se importando em saber mais sobre a Banda Origem e o Ministério Origem Divina. Seja bem-vindo à esta viagem. *** Tenho orgulho de falar da minha mãe; hoje a Diaconiza Maria do Carmo, líder do Círculo de Oração da Igreja Evangélica Assembléia de Deus na Zona Norte de São Paulo. Ela criou eu e meus dois irmãos praticamente sozinha, depois do falecimento precoce de meu pai, aos 33 anos de idade. Eu tinha apenas 2 anos, e meu irmão mais novo era recém-nascido. Além do meu irmão caçula, o tecladista André Floriano que hoje é casado com a Adriana e pai do Davi, tenho meu irmão mais velho que é o Álvaro José; casado com a Sandra e pai de dois filhos, meus sobrinhos Daniel e Rodrigo.
"E seja sobre nós a Graça do Senhor, nosso Deus; e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos." Salmos 90:17
:: O nome "Origem Divina" Eu (Adriano) devia ter uns sete ou oito anos quando disse à minha mãe que um dia ainda teria uma banda com amigos para louvar à Deus... ela me perguntou qual seria o nome dessa banda... eu respondi que o Senhor daria o nome. Nem me lembro como foi, mas o nome "Origem Divina" veio como uma certeza alguns dias ou meses depois.
:: Como aprendemos a tocar: - Adriano & André: Em meados de 1986 apareceu um jovem cristão na igreja que tocava guitarra que se chamava Edson Romão, hoje um excelente cabeleireiro que mora em uma cidade de Minas Gerais. Ele me procurou e disse que Deus estava tocando no coração dele para me ensinar a tocar. Alguns dias depois ele conseguiu um violão com um amigo e me deu esse violão para começar a ensinar os primeiros acordes e dedilhados não só a mim, mas ao meu pequeno irmão André, que demonstrou interesse em aprender a tocar também. Assim aprendemos a tocar. Ou melhor, o Senhor usou um servo Seu para nos trazer a bênção. Começar a compor em parceria com o meu irmão André foi uma questão de tempo, mas dividíamos o mesmo violão. Nessa época eu tinha doze anos e meu irmão nove. Tivemos algumas aulas de violão clássico no Conservatório Musical Heitor Villa Lobos em São Paulo - SP. Nosso irmão mais velho, o Álvaro, tinha quinze anos e tocava trompete na banda da igreja naquela época. *** - Marcos Carvalho: Aprendeu a tocar na igreja desde os 12 anos de idade. *** - Andy Ramos: Aprendeu a tocar na igreja com diversos professores. Estudou também com o Adriano. *** - Paulinho Polizelli: Aprendeu a tocar com o pai, Abnael e estudou em diversas escolas musicais. Hoje é professor e produtor musical. ***
:: A Unção da Banda Origem Um pastor esteve na Igreja aonde congregávamos (Zona Norte de São Paulo) e me chamou para perto do púlpito. Ele disse que ia orar por mim por quê o Senhor estava ungindo minhas mãos para que eu pudesse "tocar livremente como Davi tocava a sua harpa..." naquele momento eu não sabia direito o que estava acontecendo, era muito criança ainda... mas aos poucos eu entenderia o propósito e o carinho que Deus tinha para comigo. Coisas sobrenaturais começariam a acontecer na minha vida, mas somente depois de um certo tempo de aprendizado, errando e aprendendo, um tempo de entender o propósito de Deus. *** Paralelamente, nessa mesma época o Marquinhos Carvalho também recebia a unção para tocar bateria, sem jamais imaginar que um dia seria o baterista da Banda Origem (em 2008 o Paulinho Polizelli também receberia a unção de Deus para tocar livremente a sua guitarra).
:: 1993 - O início Uma brincadeira mal-interpretada foi a causa de minha saída precoce da igreja aonde minha mãe congrega. Aliás, saíram eu e meus dois irmãos na mesma época. Eu fui para uma outra igreja, aonde conheci diversos amigos, dentre eles, um em especial (Josias Paixão) que cantava comigo as músicas da Banda Actos 2, que estava em pleno auge... mas olhavam para a gente como se fossemos "rebeldes", já que nos destacávamos entre os jovens. Esse amigo era músico e tocava trompete na igreja. Nossa intenção era encontrar as pessoas certas e montar a banda "Origem Divina". |
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| Existiam amigos de caráter duvidoso e aqueles caras que a gente podia chamar de irmão mesmo, verdadeiros amigos! Dentre esses amigos de verdade havia um guitarrista na igreja que levava jeito de "bluesman"... até parecia de New Orleans pelo jeitão de americano... era gordo, alto e tinha uma guitarra Fender branca que eu admirava, aliás eu gostava muito de tocar com ele. Talvez por que ele foi o único que realmente me deu apoio naquela igreja, ou o único amigo que acreditava realmente na Banda "Origem Divina". |
![]() A minha primeira guitarra: Golden SG |
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Me lembro que um dia ele sentou para ouvir e dar opinião em todas as canções da banda que estavam comigo... haviam mais de 50 músicas compostas por mim e pelo meu irmão naquela pasta! Fiquei extremamente triste quando ele faleceu alguns meses depois, vítima de um enfarte fulminante. Eu escrevi uma música em sua homenagem que vai fazer parte do trabalho um dia: a música "Você Está Aqui". Naquele tempo (meados de 1993) eu tinha amigos que não eram cristãos que também tocavam e constantemente me chamavam para "fazer um som" e, talvez por estar no auge da adolescência, misturado com a falta de apoio musical que existia na igreja e que era muito mais forte naquela época, somado a minha falta de experiência, eu acabava tocando com eles também. Eu tinha meu próprio instrumento, uma Golden SG, que foi minha primeira guitarra, um presente de minha mãe.
MICO= :: O primeiro ensaio oficial da Banda Origem: a exclusão e a saída da Igreja Em 1993 realizamos um ensaio na casa do baixista, o Moisés, que era dono de uma fábrica e loja de quadros. Era o primeiro ensaio da "Banda Origem Divina" ainda em processo de formação, que contava com o Riva Balbino nos vocais e violão, eu na guitarra e vocal, meu irmão André no teclado e o Serginho na bateria. Como minha guitarra estava na igreja fui pegá-la com meu amigo Samuel que era trombonista da igreja, mas que tocava violão e ajudava no baixo também quando era necessário. Pegamos minha guitarra e o baixo da igreja, para que o próprio baixista da igreja pudesse ensaiar com a banda. Isso foi numa terça-feira. No Domingo seguinte, para minha surpresa eu estava excluído da igreja por que alguém (algum "amigo") foi falar ao pastor que eu havia pegado instrumentos da igreja (a guitarra era minha) para tocar "música mundana" em barzinhos! (...) O "pastor" em questão (a quem eu fiz e dedico a música "Desgarradores de Ovelhas") nem quis saber a minha versão... simplesmente tomou a atitude que julgou ser correta e divulgou de púlpito, para a igreja em pleno culto que eu não fazia mais parte dos músicos daquela igreja... disse que eu havia "passado por cima dele"... Confesso que tenho vontade de divulgar o nome completo desse pastor, que tem um histórico negativo em todas as igrejas por onde passou, mas não cabe a minha pessoa e nem seria correto eu atacar quaisquer ministérios, líderes ou pastores. Mas aquilo foi um duro golpe, afinal de contas eu merecia uma explicação, não era justo alguém falar qualquer coisa e o pastor nem sequer ouvir o que eu tinha para dizer... tudo o que eu queria era ter uma banda para louvar a Deus (apesar das minhas falhas) mas foi por água abaixo. Eu era um adolescente inexperiente que precisava de apoio, e não ser esculachado daquela maneira... Me lembro que saí do ensaio dos jovens naquele dia de manhã e chorei sentado em uma pedra na praça... sentia muita raiva naquele momento... e tristeza, frustração, angústia, vontade de "dar um soco na cara" do pastor... tudo junto. Decidi nunca mais colocar os pés naquela igreja ou em igreja nenhuma. Simplesmente me esqueci das Promessas de Deus para a minha vida e agi com o coração amargurado e cheio de ódio. Meus "amigos" não falaram por mim... deixaram que o "pastor" tomasse a decisão que bem entendesse sem me consultar antes, nem ao menos para ouvir a minha versão. Ninguém veio na minha casa depois disso, e quando eu digo ninguém é ninguém mesmo! Meus "amigos", que frequentavam a minha casa para almoçar, tomar café e dormir sequer ligaram para saber se eu estava bem. Mas duas semanas depois, após várias reflexões, eu decidi tirar a limpo toda aquela história... ter uma conversa de homem para homem com o "pastor" já que ele não tinha sido capaz de falar comigo, nem mesmo por telefone. Não sei por qual razão, no Domingo que fui conversar com o pastor ele teve que ir para a igreja sede e não voltaria mais naquele dia. Desisti de falar com ele e decidi então continuar com uma banda com meus amigos que não eram evangélicos... já que os meus amigos não se importaram nem um pouco comigo... e os líderes dos jovens muito menos... Isso acabou me dando mais força para sair, parecia que eu nunca tive amigos naquela igreja! Em pouco tempo eu, meu irmão André e o Sérgio Motta montamos a Banda Vulto que por coincidência, começou de vento em popa. Foi com essa banda que conheci também os irmãos Fábio e Fernando Sá, amigos que iriam tocar na Banda Origem quase dez anos depois. Logo no primeiro show tocamos para mais de mil pessoas na Festa das Nações no Largo da Matriz na Freguesia do Ó na Zona Norte de São Paulo. Uma ótima estréia, com direito a autógrafos no final do show, garotas a fim, etc... Tudo parecia estar se encaminhando bem, estávamos nos entrosando cada vez mais com muitos ensaios e shows. Ensaiávamos na casa do baterista Sérgio Motta, inclusive, um certo dia fomos obrigados a interromper um ensaio em um domingo à tarde porque o vizinho tinha chamado a polícia por causa do barulho. Claro que não deu em absolutamente nada, porque era de dia! E só para "azucrinar" o tal vizinho a gente tocou a música "Polícia" dos Titãs em alto e bom som. Posteriormente eu escrevi uma música para homenagear o vizinho também.
:: 1994 - A volta para a Igreja Apesar de estar afastado da Igreja, eu nunca me afastei de Deus. Fiquei chateado com algumas pessoas mas no fundo eu sabia que estava errado. Eu sabia que o meu lugar era na Igreja, adorando a Deus. Eu ia de vez em quando em cultos e em várias Igrejas Deus sempre usava alguém para falar comigo... foi em um culto de jovens na Assembléia de Deus na Zona Norte de São Paulo que Deus usou um pastor do púlpito para me dizer que Deus tinha uma obra na minha vida e me queria de volta. Um certo dia, do nada uma senhora me parou na rua (...) e me falou que Deus me queria de volta... disse que o meu tempo "no mundo" estava acabando. Disse que Ele ia me usar para pregar o evangelho e minhas mãos eram ungidas... disse que eu não era um músico qualquer. Isso sem sequer saber o meu nome ou quem eu era. Me lembro que aquela senhora tinha um câncer na cabeça e tinha seus dias contados pela medicina... mas ela me parou do nada, apenas para me alertar para eu voltar depressa para o Senhor. Apesar das palavras impactantes daquela senhora eu não tinha a menor intenção de largar a banda ou voltar para a Igreja... era muito legal poder tocar rock n' roll e fazer o que quisesse com os amigos. Ficamos juntos mais de um ano ensaiando e tocando em alguns lugares. Eu estava de fato conhecendo o mundo e as coisas que ele oferece... *** Meu irmão André começou a aprender a surfar e começou a dividir seu tempo com a banda e a praia. Não diferente de mim, também conheceu alguns "amigos" que o influenciariam para ficar longe da igreja, já que descia para o Litoral de São Paulo nos finais de semana. Mas incansável, nossa mãe nunca desistiu de orar por nós. Aliás, eu tenho certeza que ela foi a peça fundamental para a nossa volta à casa do Pai, lugar de onde nunca deveríamos ter saído. O André faltava em ensaios ora por causa da faculdade, ora por causa do surfe. Um certo dia, em um desses shows sem teclado me lembro de quando estar subindo no palco, ainda nas escadas, ter "sentido" ou "ouvido" uma voz... algo que parecia entrar no meu corpo inteiro que repetia e icomodava: dizia "é a última vez"... era uma sensação muito louca, muito forte, não dá para descrever... depois no meio de uma música do AC/DC em pleno show me veio aquela sensação forte e inexplicável de novo: "é a última vez"! Eu estava tocando a minha guitarra e ficava me perguntando: como assim esta é a última vez? Será que estou ficando louco? Mas eu sabia que aquela voz era a Voz do Senhor, uma voz que não se ouve pelos ouvidos, mas que entra na alma... que como eu já escrevi é impossível de explicar. Coincidência ou não; no ensaio seguinte tinha um tecladista novo na banda que me foi apresentado... eu me senti traído por que aparentemente tinham "limado" o meu irmão. E não era qualquer um, se tratava do meu irmão! Por mais que o meu irmão não estivesse levando tão a sério a banda e aquele fosse um talentoso tecladista e tocasse "mais" que o meu irmão, eles passaram por cima de mim, já que eu era um dos fundadores e um dos líderes da banda! E eu não ia admitir uma substituição sem ser avisado com antecedência e nunca pelas costas de ninguém! Não deu outra; aquele foi o último ensaio e realmente aquele tinha sido meu último show com a Banda Vulto, que já tinha data para gravar um CD em Porto Alegre (RS). Só para lembrar, o baixista Fábio Sá já havia saído meses antes porque estava achando que todo mundo estava virando "estrelinha" demais na banda. Isso foi entre Julho e Agosto de 1994.
:: 1995 - A volta da Banda Origem Divina com um baixista talentoso, porém... O chamado de Deus e a decepção com a Banda Vulto me fizeram voltar à casa do Pai. A Banda Origem Divina volta a ensaiar no início de 1995 com o Riva nos vocais, o serginho na bateria, meu irmão André nos teclados e um baixista que, talvez, foi o mais técnico que tocou na banda até hoje. Seu nome era Oziel mas todos o chamavam de "zica" e seus dedos pareciam "soltos" naquele contra-baixo tamanha era a sua técnica... ele compensava sua deficiência visual com muita dedicação. O problema maior era que ele não possuía um baixo e usava o instrumento da igreja e a gente ficava se limitando a isso; se ia ter um culto na sua igreja, um ensaio ou qualquer evento que exigisse músicos, a gente ficava sem baixista... e isso era muito ruim! Tinha também o fato de sempre ter que buscá-lo e deixá-lo na sua casa mas isso nunca foi incômodo nem para mim nem para o Serginho, aliás fazíamos com prazer. O importante era ensaiar de qualquer jeito! Um certo dia decidimos nos unir para comprar um baixo de qualidade para ele por que íamos tocar pela primeira vez como banda mas ele simplesmente ignorou nossa proposta e respondeu que não queria por quê sua meta era um baixo Musicman... Claro que não engolimos isso... aquela atitude nos fez repensar a sua permanência conosco... e como tinha de ser, ele seguiu seu caminho e a banda começou a "garimpar" um novo baixista.
:: 1996 - A primeira apresentação oficial Dia 16 de Junho de 1996 tocamos na Igreja Evangélica Sara Nossa Terra com o Rubens, um ótimo baixista da Assembléia de Deus da Zona Sul, mais precisamente do Capão Redondo. Esse baixista foi indicado de última hora pelo meu amigo baterista Marcos Maia, já que o evento estava marcado e pra variar, a gente estava sem baixista. Ensaiamos com ele uns três dias e ele pegou tudo e ainda deu uma sugestão para a introdução de "Adoração", uma música que a gente deixou de tocar por qualquer motivo mas ainda vai fazer parte do trabalho. Sua permanência na banda dependia de vários fatores, tais como a distância que ele tinha que percorrer dependendo de condução... além de ser músico da igreja e ter seus compromissos. Era praticamente inviável, mas era um excelente baixista. Tocamos um repertório variado com apenas duas músicas próprias, todas as outras eram conhecidas, já que ainda não conheciam ainda a Banda Origem Divina. No dia desse culto furou o pneu do carro do Serginho e a demora fez com que a esposa do vocalista Riva brigasse com ele pela falta de comunicação... esse seria apenas o primeiro de muitos outros problemas, contratempos e coisas que surgiriam para atrapalhar a banda toda vez que íamos tocar.
:: O primeiro baixista oficial Alguns meses depois desse evento, conheci na escola através de um amigo o Alisson Martins, um baixista que freqüentava a Igreja Batista. Me empolguei bastante, fiz questão de mostrar a pasta com mais de 60 músicas e fizemos planos. Ensaiamos para tocar na Igreja de Deus no dia 26 de Julho. Foi a primeira apresentação com o novo baixista. Tudo estava bem, estávamos unidos, compondo e tocando em algumas igrejas e eventos na região, mas no início de 1997 começaram as divergências... talvez uma parte disso foi a entrada de um guitarrista novo na banda. Eu acabei, por falta de experiência convidando um amigo novo convertido para fazer parte da banda para se "enturmar" conosco... não errei por isso, mas errei por quê naquela época nós não dávamos um testemunho totalmente correto... éramos jovens e adolescentes que estavam a fim de louvar ao Senhor mas tínhamos muitas falhas também. Faltava compromisso real com Deus para toda a banda! Essas "brechas" foram dadas e para complicar este jovem novo convertido sofria de sérios problemas espirituais. Sua entrada gerou uma espécie de ciúmes ou coisa parecida... apenas não deu certo. Começamos a discutir por coisas bobas e pequenas, coincidentemente ou não. A única certeza é que havia uma força negativa muito forte... o que acabou fazendo com que o amigo guitarrista saísse da banda. Mas parece que depois desse episódio algo de errado ficou com a gente... os ensaios não fluíam mais, apesar das orações antes de começar. E essa situação foi piorando justamente quando conseguimos um contato forte: abrir um show para uma banda "grande" na época. Duas semanas antes do evento brigamos no ensaio por nada: eram mais de duas horas da tarde e estávamos com fome por que ainda não tínhamos almoçado. É claro que a cabeça não funciona direito com fome e o Alisson decidiu parar de ensaiar. Eu entendo a sua atitude mas era necessário ensaiar para tocar no próximo final de semana! De alguma forma os nervos estavam à flor da pele, e demos a brecha necessária para gerar uma briga. Não aceitamos aquela situação e o baixista se despediu da banda ali mesmo, na igreja aonde costumávamos ensaiar no final de semana. Nesse mesmo dia, um Domingo, decidimos ir na casa do baixista depois do culto para acertar tudo e continuar a jornada... mas deu tudo errado!
Alisson, André, Serginho, Adriano e Riva (Igreja de Deus - SP) 1997 Fomos para conversar e por nada de novo começou uma discussão na porta da casa dele. Claro que nunca chegamos as vias de fato mas a banda já tinha confirmado a abertura do show, era a minha palavra e o nome da banda que estava em jogo! Ficamos desesperados e saímos à procura de um novo baixista urgente... fomos atrás do meu amigo Marcos Maia, baterista que tinha um irmão baixista que aceitou de início mas no meio da semana deu para trás! Achou que seria complicado demais "pegar" nossas músicas de última hora. E eu não tinha mais ninguém... meu amigo Samuel Calebe (o trombonista que quebrava um galho no baixo) estaria ocupado com os ensaios da mocidade e da orquestra na igreja... A opção foi ligar para a moça (que havia agendado à meses e ficou muito nervosa com razão) e contra a minha vontade cancelar a nossa apresentação. Eu sabia que estava "queimando" o nome da banda naquele momento, mas nada podia fazer. A saída do Alisson era definitiva.
:: A peregrinação atrás de um baixista... Tudo o que a gente queria era tocar, louvar, evangelizar através da música mas precisávamos de um baixista com urgência. Eu imprimi alguns cartazes procurando baixista e colamos em várias Igrejas e lugares inclusive no centro da cidade, em livrarias evangélicas. Apareceram alguns amigos de amigos, algumas ligações mas nada que nos empolgasse, nada que realmente nos fizesse crer que daria certo. Dentre nossa procura pelas Igrejas da região, encontramos um jovem magro e alto que gostou do nosso som e se prontificou a tocar com a banda... teve a aprovação geral também por ser uma figura engraçada e um bom baixista mas um mês depois a gente veio descobrir que infelizmente ele era um usuário de drogas! Nem a mãe ou o pastor da igreja dele sabia... o resultado é que ele não ficou nem três meses na banda. Outro bom baixista (André) que fez teste conosco comentou com um amigo meu que a gente "não tocava nada" e por isso não tocaria conosco (...) na verdade ele se achava que era bom demais para perder tempo com a gente, uma "bandinha qualquer"...
:: 1997 - O primeiro festival Surgiu um evento para tocar no dia 11 de Novembro de 1997: O 2º Festeatro e Música da Igreja Batista em Diadema em São Paulo. A solução imediata foi chamar o amigo Samuel Calebe (que é trombonista) para nos ajudar com o baixo... mas de última hora eu tive que trabalhar, o que nos fez pedir para a banda se apresentar primeiro. Eu toquei e fui embora enquanto todo mundo ficou no festival: minha mãe, meu irmão André Floriano, o Riva e a esposa Roseane, a grande amiga Roseli Bellaparte, o Samuel Brandão(irmão do Serginho) e a namorada do Serginho, a Tati. O Serginho estava trabalhando também, por isso montamos um acústico da música "Por Você". No final das contas, a banda levou o troféu do segundo lugar, mas com gostinho de primeiro... o festival rolou durante todo o dia com o público lembrando da gente e gritando "Origem, Origem, Origem..."
:: A grande amizade Durante o tempo em que eu estive longe da igreja, o meu amigo Serginho procurava mostrar que eu estava errado, que tinha que acertar as coisas com Deus... que "servir à dois senhores" nunca daria certo e que eu tinha que decidir. Uma coisa é certa, o Serginho com seu jeito engraçado e estourado sempre foi o meu braço direito na banda. Sempre que ia fazer algo se propunha a fazer o melhor. Me lembro que uma vez meu carro quebrou (uma Brasíia amarela) e eu tinha que chegar em um culto de festa na nossa igreja local. Tínhamos ensaiado para aqueles dias e justamente na Sexta-Feira (dia da abertura do evento) meu carro quebrou. Para variar, começou a chover muito forte e eu liguei pedindo para alguém avisar que eu não conseguiria chegar a tempo. Uma ou duas horas depois o Serginho apareceu arrumado para a festa, mas veio me ajudar com o carro. Empurramos o carro, tentamos fazer pegar no tranco, mexemos no motor, nos molhamos, nos sujamos e nada... tentamos trazer o carro amarrado em uma corda... mas também não deu certo! O jeito foi abandonar o carro para buscá-lo no dia seguinte.
O baterista Serginho
Brandão - 1996
***
Uma certa vez depois de um ensaio para tocar em uma igreja, o
Serginho veio acelerar com o seu carro (um Gol prata "quadrado")
atrás do meu (a velha Brasília amarela) brincando de tirar
racha. Para "entrar na onda" da brincadeira eu acelerei meu
carro também mas não sairia "com tudo", apenas ia acelerar em primeira marcha. Só que o Serginho pensou que era
um racha mesmo e pisou fundo e acabou batendo na traseira do meu
carro... fomos tocar com os carros amassados e com lanternas
quebradas.
***
Outro dia depois de tocarmos em uma
igreja resolvemos jantar em um rodízio de carnes na Zona Oeste
de São Paulo. Não me lembro bem ao certo quem mais estava
acompanhando a banda mas me lembro claramente de ter pedido um
sorvete de morango como sobremesa. Fui ao banheiro e
quando retornei à mesa, percebi que meu sorvete estava
derretendo rápido demais... dei a primeira colherada e logo
senti aquele gosto horrível... estava cheio de sal! Foi coisa do
meu irmão André junto com o baterista Serginho... :: A entrada do guitarrista Fredson Alencar no baixo No final de novembro de 1997, no colégio, eu tive a oportunidade de conversar e conhecer melhor o guitarrista Fredson Alencar, que era amigo do ex-baixista Alisson Martins. Ele se apresentou e disse estar à disposição caso eu precisasse dele na banda. Sabia da saída do Alisson e falou que era guitarrista, mas poderia "quebrar um galho" no baixo enquanto não aparecia um, mas deixou claro que gostaria de tocar guitarra na banda. Uma certa vez fui na sua casa para mostrar o repertório e o Fred veio com aquele sotaque baiano falar do guitarrista Steve Vai... disse que era fã do cara por que ele era "fera" etc e tal. Perguntou se eu conhecia um outro guitarrista; um tal de Steve Ray... (ele estava falando do Steve Ray Voughan). Para entender melhor esta história preste atenção na pronúncia dos nomes em inglês: Steve Vai, não se fala "vei" é vai mesmo. É nome próprio. O nome do Steve Ray se pronuncia "rey" mas o Fred chamou-o de "Esteve Rái". Tinha o vái e o rái... eu comecei a rir bastante! É claro que o Fred não gostou nem um pouco da piada principalmente por que espalhei a história para a banda toda. O apelido dele ficou como "ishtive rái" (com sotaque) por um bom tempo... Recebemos o Fred de braços abertos, era mais alguém com muita vontade de tocar e fazer a obra!
Fredson Alencar - 2000
:: 1998 - Backing Vocals Ensaiamos para responder os diversos convites com uma novidade: backing vocals femininos na banda. O som ficou mais pop, mas bem elaborado, não que fosse uma obra-prima, estávamos muito longe disso mas estávamos nos esforçando. As vozes eram de Hellen Cristina e hoje cantora, Cristiane Santana. Na pasta tem uma música que a gente tocava que era um dueto entre eu e a Cris: a música "Vem à Cristo". O engraçado é que ensaiamos bastante essa música mas sempre quando íamos tocar alguma coisa acontecia e a gente não tocava essa música! Se a Cris não estava gripada, não tínhamos tempo suficiente e ficava faltando essa música...
André, Cris Santana, Riva Balbino, Adriano, Fredson Alencar e Serginho - 1998 ou no dia em que tocamos na sede da Assembléia de Deus em São Caetano do SUl (SP), foi muito engraçado: tocamos a música "Ao Soberano Deus" e, quando olhei para a Cris já dedilhando a introdução de "Vem à Cristo" ela simplesmente falou: "Não! Essa música não... eu não estou preparada"... isso na frente do púlpito, em meio ao culto em plena apresentação...
:: A saída do vocalista Riva Balbino No final de 1998 Riva Balbino comunica que vai se retirar definitivamente da banda. Seus motivos, mais do que justos, eram para ter mais tempo para a família. Logo nasceriam mais dois membros: o Felipe e a Bianca... Assimilamos com naturalidade a saída do Riva, mas era necessário encontrar um novo vocalista... eu queria procurar alguém mas me lembro que partiu do Fred e do Serginho a idéia de não chamar outro vocalista. Me convenceram a cantar e tocar, já que eu era compositor da maioria das músicas. O que não ficasse legal na minha voz bastava mudar de tom ou mudar a música. Decidi aceitar o desafio e comecei a cantar. O estilo da banda mudou bastante... foi aí que o Fredson assumiu a guitarra. Era o momento de procurar um novo baixista.
André, Riva, Serginho, Adriano e Fredson - 1998
:: 1999 - A primeira gravação em estúdio Em fevereiro de 1999 entra na banda Fábio "dida" Sousa, outro jovem da Igreja Batista da Vitória. Seu apelido se devia ao fato de ser parecido com o ex-goleiro da Seleção Brasileira; era alto, magro e também gostava de atuar no gol nos jogos da igreja. Com muitos ensaios, decidimos gravar a demo da música "Filho do Homem" nos dias 19 e 20 de Maio de 1999 no Estúdio Arena com a produção do Maestro Carlos D’Angelo para inscrever a banda em um festival de uma igreja próxima de casa. No dia da gravação, o baixista Fábio simplesmente "travou" e não conseguia tocar de jeito nenhum... foi gravando "aos trancos e barrancos" com o produtor voltando toda hora para refazer esta ou aquela parte. No outro dia, eu fui ouvir com calma e o produtor comentou que seria melhor deixar o baixo bem grave e mais baixo do que os outros instrumentos, para ser "maquiado", encobrindo assim as falhas. Achei que seria melhor regravar, mas chegamos ao consenso de que o Fábio poderia ficar magoado se a gente apagasse seu baixo gravando um novo por cima. Clique aqui para ouvir a música. *(Gravação recuperada através de fita cassete)
MICO= :: O segundo festival Gravamos a música "Filho do Homem", e nos inscrevemos no festival que seria nos dias 11 a 25 de Junho. Se soubéssemos que esta experiência não adiantaria e nem acrescentaria quase nada para a banda com certeza nem teríamos participado, mas creio que tudo serve de lição, um aprendizado que tem o seu valor. Tocamos no primeiro dia, o festival era realizado nos sábados e nos classificamos para a semifinal. (quem afinou a bateria do festival foi o nosso amigo Marco Silva, um grande baterista que tem nos acompanhado e ajudado muito) Ficamos felizes... o próximo passo seria a final. A banda vencedora ganharia a gravação de um cd, o que com certeza seria ótimo para a gente. No dia da semifinal nós tocamos com mais três bandas, sendo que duas se classificariam para a final. Mais uma vez se ouvia o coro "Origem, Origem,
Adriano Fernando - 1999 Origem..." de pessoas que a gente nem conhecia. Estava tudo perfeito, a banda tinha feito a sua parte. Mas não classificamos! Ficamos de fora e frustrados... principalmente o Serginho... ele que sempre teve a característica de "não levardesaforo pra casa" e sempre falava as coisas na cara, sem deixar para depois."Engolimos" o acontecido e fomos embora para casa. Por um acaso na semana seguinte eu me encontrei com um dos jurados do evento que, por coincidência morava na mesma rua que eu... Ele demonstrou insatisfação com o acontecido e disse que teria que me contar... disse que esse não era o motivo, mas apenas um dos motivos que fariam com que saísse daquela igreja. Nos elogiou, disse que a nossa música tinha conteúdo, tinha uma boa melodia e uma letra forte... e evangelística também. Disse que a gente ia para a final não fosse por um "forte" jurado na bancada... era um Dj famoso no meio gospel que fazia parte da igreja. Ele vetou a banda por quê não pertencíamos àquela igreja... apenas por isso. Não foi julgado qualidade, e sim a placa da igreja! A pergunta: Para quê participar de festival nestas circunstâncias?
MICO= "O rock é coisa do diabo"No dia 28 de agosto de 1999 nós tocamos em uma igreja na Zona Norte de São Paulo. Tocamos as músicas "O Nome do Senhor II*" e "Filho do Homem", respectivamente. Quando terminamos de tocar eu saí do templo para beber um copo de água quando fui abordado por um senhor de bigode na portaria da igreja. Ele disse: "meu caro irmão, qual estilo foi esse que vocês tocaram nessa música?" (Filho do Homem) eu respondi: essa música é uma mistura do louvor com o pop e o rock... ele, indignado, retrucou: "rock? Você tocou rock dentro da igreja? Você sabia que o rock é do diabo?" Perplexo com tal afirmação eu lembrei que, nesta igreja, um templo de médio porte, tinha além da bateria vários instrumentos de percussão, que também são usados na macumba e no candomblé. Eu olhei bem para o irmão e perguntei: se o rock é do diabo, o quê aqueles atabaques e bongôs estão fazendo dentro da Casa de Deus? São instrumentos usados para "louvar o diabo"... ele respondeu: "são instrumentos que foram ungidos e consagrados para louvar ao Senhor"... eu disse: se um instrumento pode ser consagrado ao Senhor, qualquer ritmo deve louvar ao Senhor! Nada pertence "ao diabo"! Que todo instrumento, todo ritmo, todo ser vivo louve ao Senhor! Ele não concordou muito comigo mas teve que ficar quieto.
:: Mudei o rítmo da música por brincadeira... A música "O Nome do Senhor II" é uma versão "light" da original "O Nome Do Senhor". Mudei a música para brincar com a minha mãe, que achava a música "muito pesada". Ela dizia que a letra era "muito linda" para uma música "tão feia". Eu mudei o ritmo para cantar de uma forma diferente a fim de rir um pouco só que eu gostei da versão "light"... gostei tanto que surgiu a segunda versão!
:: 2000 - O Ministério Origem Divina Os anos se passaram e a "Banda Origem Divina" ficou conhecida como "Banda Origem". No final de 1999 participamos de uma grande Cruzada Evangelística na Zona Oeste: "Jovens Com Propósitos". Esse evento foi organizado pelo ainda Diácono, meu amigo hoje o Evangelista André Bueno. Começamos a trabalhar juntos em evangelismo e também em cultos. Decidimos se unir com o ministério. Quando era possível, o Diácono ia pregar e levava a gente também... e quando recebíamos um convite o André estava presente. Era a oportunidade de tentar fazer um pouco pelo muito que Jesus nos fez lá na cruz, usando os dons que nos foram concedidos. No início do ano de 2000 começamos a colocar em prática alguns projetos... falta muito o que fazer ainda; aliás, nem começamos a fazer o que Deus tem colocado em nossos corações...
Pastor André Bueno e Adriano Fernando - 2000
:: O dia em que fomos "salvos" pelo Louvor Um dia a banda foi convidada a tocar em uma comunidade evangélica no bairro do Jaraguá na Zona Oeste de São Paulo. O preletor da noite seria o Diácono André Bueno. Eu estava com o Diácono André e a banda foi antes para o culto. Nos atrasamos (para variar) e quando chegamos a banda já estava tocando sem minha presença, mas com a ex-mulher do guitarrista Fredson, a Simone Oliveira cantando alguns louvores com a igreja. Cheguei e assumi a posição de vocalista. Ainda bem que a Simone foi!
:: A saída do baixista Dida Sousa Quando estava solteiro, o baixista estava presente em todos os ensaios e convites. O problema começou a surgir depois que ele arrumou uma namorada... começou a faltar em ensaios e compromissos, e era quase impossível de achá-lo. Sua permanência na banda começou a ficar insustentável por que ele tinha outras prioridades e pelo que parecia sua vontade era mesmo a de sair da banda. Nestas circunstâncias, as portas estavam abertas. Pelo fato do baterista Serginho trabalhar no ramo de farmácia, ele geralmente tinha que trabalhar em finais de semana, por isso tínhamos o excelente baterista Fernando "ferrinho" Sousa (banda GAV), irmão do baixista Fábio "dida" Sousa. Sempre precisávamos dele para cobrir o Serginho... ele estava conosco no dia 29 de Abril quando fomos para a Igreja Batista de Pinheiros aonde fomos
Dida, Adriano, Serginho, Fredson e André - 1999 obrigados a chamar o André (baixista da banda GAV) de última hora para tocar conosco porque o Fábio "dida" já não fazia mais pare da banda; aliás, ele saiu na mesma semana em que deveríamos tocar.A solução foi chamar o André, que teve que se virar para pegar o repertório no dia do evento... Passamos o repertório numa sala na própria igreja.Nesse dia eu tive que tocar guitarra sozinho e cantar, já que o Fredson precisou viajar para a Bahia por alguns meses (acabou ficando por mais de um ano). Esse fato, de uma certa forma obrigou a banda a mudar o estilo. Eu tentei substituir a guitarra do Fredson mas não consegui. Convidei um amigo, o Wesley Oliveira, um bom guitarrista que fez um teste e foi bem, mas a distância não era favorável. No dia do seu teste, eu ainda levei uma multa quando o levava de volta para casa... Sorte que a mesma nunca chegou nem constou em lugar nenhum.
:: A volta dos backing vocals Com a saída provisória do guitarrista Fredson que viajou por alguns meses para a Bahia e a dificuldade de encontrar outro guitarrista com as mesmas características, optamos por deixar a banda mais "leve", com uma sonoridade mais elaborada e pop com a entrada de três novas backing vocals: a Regiane Rodrigues, sua irmã Leidiane Rodrigues e a Keli Cândido, que faziam parte do Coral Gospel Canaã Celeste, da Igreja Evangélica Assembléia de Deus da Zona Oeste de São Paulo.
:: A entrada do Andy Ramos no violão Contra a vontade de alguns membros e amigos próximos da banda eu decidi apostar no jovem Andy Ramos, que na época ainda era um garoto de menos de quinze anos. Como não havíamos encontrado um guitarrista técnico como o Fred, acabei chamando o Andy para tocar violão, por quê tínhamos um convite para tocar na cidade de Terra Preta no interior de São Paulo. Foi a estréia dele na banda. Ainda estávamos sem baixista, mas tocamos com o André (baixista da banda GAV). Nesse dia somente a Regiane estava ajudando no vocal, e ainda estávamos sem teclado. Aliás, começaria a nos faltar com freqüência o teclado do meu irmão André devido seu novo emprego, que tinha horários e dias diferentes. O que marcou neste dia (além da estréia do Andy) foi que quando estávamos a caminho da igreja, logo na subida depois de
Andy Ramos Mairiporã na Rodovia Fernão Dias meu carro começou a falhar... era um problema na bobina. A Brasília amarela quase deixou a gente "na mão". A solução foi molhar uma toalha e colocar em cima da peça e deixar esfriar... aí nós fomos devagarzinho e parando várias vezes até chegar na descida para a cidade. Mas chegamos e deu tudo certo. Na volta para casa também.
MICO= Eles convidaram o equipamento... Fomos convidados a participar de um Culto de Festividade dos jovens em uma igreja na Zona Norte de São Paulo. Como era uma igreja muito conhecida nossa, pediram para que a gente levasse nosso equipamento, mais precisamente um cabeçote e uma caixa do baixo e meu amplificador de guitarra. O resto a igreja tinha. Mas o fato curioso é que, o guitarrista que estava tocando na igreja (que veio da igreja sede para ajudar) ficou usando meu amplificador e regulou os presets para seus pedais e sua guitarra, mas era o meu equipamento que estava regulado para minha pedaleira por que éramos a banda convidada. Até aí tudo bem, eu imaginei que ele teria o bom senso de voltar para a minha regulagem... mas antes fosse, quando chamaram a gente para tocar eu ainda tive que me virar para "encontrar" um pedestal para o microfone enquanto observavam sem fazer nada e meu amplificador ainda continuava com os presets do cara! Eu mesmo tive que regular de novo enquanto ele observava com cara de poucos amigos... enquanto isso a igreja toda esperando! Quando acabou o culto o mesmo guitarrista veio me perguntar se a banda viria no dia seguinte para poder usar o nosso equipamento de novo por quê; se não viéssemos ele "teria" que trazer o equipamento dele que estava na igreja sede... ridículo! Mais uma vez eu tive que ser educado e ignorar tamanha folga!
MICO= :: Queimando o equipamento Um dia tocamos no Shopping Center Artur Alvim na Zona Leste de São Paulo em um evento realizado pela Igreja Batista. Nesse dia contamos com o tecladista Paulo e o baixista André (banda GAV) mais as três backing vocals: a Keli, a Regiane e a Leidiane. Tudo seria perfeito se o roadie não tivesse ligado minha pedaleira RP7-Valve em uma tomada de 220 volts! Eu estava no palco quando vi aquela fumaça saindo do respiro da vávula da pedaleira... eu literalmente me atirei no chão para puxar a tomada na tentativa de salvar a "coitadinha"... mas era tarde demais. Um jovem me emprestou outra pedaleira que também queimou (...) aí eu acabei tocando com o foot-swich do amplificador mesmo. A sorte é que o amplificador em questão era um Marshall JCM 900 (que dispensa apresentações), o som ficou mais cru mas com qualidade, mesmo sem efeitos. Curiosamente, o Fredson também havia queimado a sua pedaleira (a mesma RP7-Valve) em um evento na Bahia nessa mesma época... (talvez por isso essa tenha sido a sua primeira e última pedaleira, já que usa até hoje um set de pedais e simplesmente não gosta de pedaleiras).
Paulão* no teclado, Regiane, Keli, Leidiane, Serginho na bateria, Adriano e André* (Shop. Artur Alvim - SP) 2000 * Banda GAV
:: A entrada do baixista Fábio Sá Sete anos depois de tocar com a Banda Vulto, eu reencontrei o velho amigo baixista Fábio Sá, agora evangélico, da Igreja Presbiteriana Independente em São Paulo - SP. Foi uma alegria incomum, ver que o amigo agora servia ao Senhor e íamos poder tocar e compor novas músicas novamente. Foi como voltar ao passado, quando a gente tocava na garagem de um outro amigo, o baterista Sérgio Motta. No início foi exatamente o que aconteceu, começamos a compor e tocar juntos em todos os convites; ficávamos conversando até altas horas da madrugada todo dia...
Andy Ramos e o baixista Fábio Sá
:: O Ministério: confirmações seguidas No dia 17 de Agosto (Quinta-feira) a banda estava na igreja aonde eu congregava. Naquele dia tocamos a música "Perto de Ti" com o novo baixista Fábio Sá. Um pastor de uma outra igreja estava presente para trazer a palavra, era o Pr. Zaqueu, da Assembléia de Deus da Zona Oeste. No meio da sua pregação ele se virou para onde a banda estava (era eu, o Andy, o Fábio e o Serginho, o tecladista André não estava e o Fred ainda estava na Bahia) e começou a falar com autoridade dizendo que o Senhor estava com a banda... disse que Ele estaria no comando e faria o ministério prosperar... disse que Deus nos usaria para levar à palavra aos jovens, aqueles que acham que não tem mais solução, aqueles usuários de drogas... disse que Deus havia levantado a Banda Origem e estaria no comando. E confirmou: Deus ungiu as minhas mãos para o louvor. No dia 19 de Agosto (Sábado, dois dias depois) fomos responder outro convite na Assembléia de Deus em Vila Hamburguesa, Zona Oeste de São Paulo. Nesse dia o preletor foi o Diácono André Bueno e tocamos três músicas: "Perto de Ti", "Deus Incomparável" e a adoração "Eu Navegarei". Quando acabou o culto uma irmãzinha do Círculo de Oração me procurou e disse que havia pedido para que Deus falasse com ela naquela noite. Ela esteve atenta todo o culto esperando algo de Deus... me falou que Deus falou com ela enquanto eu dedilhava a minha guitarra... ela disse que minhas mãos eram ungidas... disse ainda que Deus estava com a banda... No dia 26 de Agosto (Sábado, sete dias depois) estávamos na Assembléia de Deus em Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo. Tocamos as músicas "O Nome do Senhor II", "Deus Incomparável" e a adoração "Eu Navegarei". Novamente o André Bueno pregou e no fim do culto a história se repetiu: uma outra irmã do Círculo de Oração, que não sabia de absolutamente nada, veio me dizer que Deus havia ungido as minhas mãos. Disse para que eu nunca deixasse de tocar e que Deus estava com o nosso ministério e que era para não se abater com as lutas que viriam por quê o Senhor estaria conosco. Essas foram algumas, das tantas outras confirmações que ainda estariam por vir.
MICO= :: A bateria do Serginho no Centro Esportivo O André Bueno estava ajudando a organizar um evento com jovens (UMADESP) no Centro Esportivo de Pirituba na Zona Oeste de São Paulo. Como a Banda Origem ia se apresentar também, ele teve a idéia de usar a bateria da banda, ou melhor, do Serginho (uma Premier azul com pratos Zildjan) no evento. Me perguntou o que eu achava e eu, sem pensar direito, disse que seria legal. Quando dei a notícia ao Serginho ele não gostou nem um pouco da idéia por que os outros bateristas "descem a mão" no instrumento que não é seu. E o pior é que é verdade! Me perguntou se eu gostaria que a minha guitarra ficasse na mão de "todo mundo"... parei pra pensar e vi que ele tinha razão de uma certa forma... era seu instrumento e a gente que cuida, tem ciúmes mesmo. Mas ele topou mesmo contrariado. No dia do evento, eu e o Serginho levamos a bateria para montar. Eram dezessete horas; imaginamos que tudo estaria pronto, desde o sistema de som às cadeiras que acomodariam os visitantes. Mas para nossa surpresa não tinha nada pronto! Estava tudo atrasado e o som nem tinha chegado ainda... isso por que o evento estava marcado para começar às dezoito horas e trinta minutos! O Serginho não se conteve e começou a reclamar com todo mundo sobre a falta de organização... ele estava visivelmente nervoso... Fomos para casa e depois de nos arrumar, voltamos para o evento às dezenove horas e o culto não tinha começado ainda... foi começar eram quase oito horas! No decorrer do culto eu fui notando a hora passar e todo mundo usando a nossa bateria... e o Serginho olhava para mim e falava: "aposto que não vamos tocar! eu tenho certeza!" eu respondia que íamos tocar sim... foi quando uma igreja convidada começou a emendar música atrás de música como se estivesse no comando do louvor... eram quase dez horas da noite! Quando o pastor pegou o microfone a primeira coisa que fez foi dizer o que eu temia: nos pedir desculpas por quê não daria mais tempo para a Banda Origem tocar... disse que tocaríamos no dia seguinte, um Domingo de manhã. A situação que não era das melhores piorou, e o Serginho olhou bem nos meus olhos e falou: "eu te falei! Nós somos trouxas!" Se levantou e saiu para fora, extremamente contrariado... Quando acabou o culto mais do que depressa ele foi desmontar a bateria para levar embora, isso sem antes apontar o dedo na cara de todos os organizadores e falar tudo que queria (inclusive o André Bueno). Minha função depois disso era sair pedindo desculpas para todos que o Serginho tivesse falado demais. Ele tinha razão, mas acabou perdendo a cabeça... não precisava agir daquela forma. No outro dia, no domingo de manhã, eu voltei com o Andy e o Fábio Sá. Tocamos sem bateria mesmo.
:: A letra na vigília: "Nome Sobre Todo Nome" No dia 15 de Setembro eu estava em uma vigília na igreja que congregava. Em um determinado momento me veio uma música inteira... com estrofe e refrão, tudo pronto. Eu orava e cantava aquela música. Pensei comigo: quando acabar eu vou para casa e escrevo essa música. Mas de repente, de alguma forma algo me fez abrir os olhos: eu estava ao lado do púlpito e tinha uma caneta sem tampa bem na minha frente (...). Eu, mais do que depressa peguei um papel (que está na minha Bíblia até hoje) e escrevi a música "Nome Sobre Todo Nome" ali mesmo, ajoelhado. Foi uma emoção diferente, uma música diferente também: se tratava de um presente... de Deus.
:: O verdadeiro Apoio Pastoral Um certo dia recebemos um convite que era na verdade um grande desafio: tocar em um barzinho secular em São Caetano do Sul. Avisaram que o lugar era bacana e alguém queria que a gente fosse tocar lá. Em hipótese nenhuma passou pela minha cabeça de tocar alguma música secular para chamar a atenção, seria a Banda Origem mesmo... evangelizando aquele lugar. Mas seria imprudência demais tocar em um lugar desses sem o devido preparo e o consentimento do nosso pastor. Eu e o Diácono André Bueno contamos para o pastor (José Afonso) e pedimos seu conselho. Ele disse que a batalha seria tremenda, já que estaríamos em território "inimigo". Disse também que não seria bom a gente falar sobre isso com ninguém da igreja para evitar (maus) comentários, mas autorizava a gente ir, pois sabia da seriedade do nosso trabalho. Mas o que mais me chamou atenção e marcou muito foi o fato dele pedir para que a gente ligasse para ele quando fossemos subir no palco para que ele ficasse intercedendo em nosso favor enquanto estivéssemos no palco... e ligássemos quando acabasse para ele parar de orar! Essa atitude marcou bastante, mas acabamos não indo porquê o Serginho teria que trabalhar naquele mesmo dia.
Mirian, Andréia, Pr. José Afonso e Neusa Bueno (mãe do Pr. André Bueno)
:: O terceiro festival Através do baixista Fábio Sá, nos inscrevemos para tocar em um festival da Igreja Presbiteriana em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo. Tinha tudo para ser normal se não fossem os acontecimentos que marcaram esse evento. Para começar, o Serginho, depois que marcamos, me avisou que não poderia ir por causa do seu trabalho na farmácia. Até aí tudo bem, tínhamos o Fernando "ferrinho" para a bateria. O pior é que o Fernando também não conseguiria estar lá no dia marcado por causa do seu trabalho também... e para piorar ainda mais a situação uma semana antes eu soube que teria que trabalhar também! Mas ligamos para a organização do festival e eles deixaram a gente tocar um dia depois da abertura do evento. Saímos na sexta-feira feira dia 03 de manhã para chegarmos mais cedo, mas erramos o caminho e o que era para rodar duas ou três horas no máximo viraram quase seis horas de viagem! Para esse evento eu não fui com minha Brasília, estávamos com o Ford Scort da amiga Mara Andrade, outra pessoa que nos ajudou bastante.
Keli, Regiane, Fábio Sá, Adriano, Fernando "ferrinho", Andy Ramos e Paulão
São José do Rio
Pardo - SP) 2000
No sábado, quando já estávamos no
evento, chegou uma notícia no mínimo
estranha... alguém falou que estavam fazendo a cabeça do
baterista Fernando "ferrinho" para ele não ir para o festival tocar
conosco... ou seja, deixar a gente na mão! E o pior é que era
gente ligado à banda... gente próxima. Não entendemos
absolutamente nada, apenas deixamos na mão de Deus porque essa
história nunca foi esclarecida de verdade. O Fernando "ferrinho" chegou à
tarde, bem na hora de passarmos o som. A música que seria
apresentada era "Deus Incomparável" e para passar o som a "Perto
de Ti". Antes de entrar no palco, na hora do festival, fizemos
uma roda, demos as mãos uns aos outros e oramos com todos que faziam parte: Eu, o Andy, o
"ferrinho", o Paulo (tecladista da banda GAV), o Fábio Sá, a
Keli Cândido e a Regiane Rodrigues. Foi uma Unção sem parâmetros...
depois da oração estávamos todos chorando e sentindo a presença de
Deus. Aquela Unção era como um bálsamo pelo que estávamos
passando. Subimos no palco e tocamos, ou melhor,
adoramos... foi uma
das melhoras apresentações da banda. Se classificamos? Não. Pelo
que parecia o festival queria uma equipe de louvor e o nosso
pop/rock não era bem o que eles queriam... mas tudo bem. A Unção
que foi derramada naquela noite valia por tudo. Tudo mesmo!
O que ficou no ar foram aqueles
comentários para que o Fernando "ferrinho" não
fosse viajar para o festival...
:: A história da letra de "Aquele Jovem (18 anos)"
Eu tinha a melodia na cabeça mas não
tinha uma letra que combinasse com a música. Aleatoriamente
decidi escrever sobre um rapaz que conhecia a verdade mas
preferiu "curtir" o mundo e desviar da verdade. Uma
história parecida com a do
filho pródigo mas que não teve a chance de voltar para casa. Nesta
letra o jovem morre abandonado pelos amigos com um tiro pelas
costas ao se envolver em um assalto. A letra é forte, mas a
música é boa. Eu apresentei a música
"Aquele Jovem" para a banda e todos aprovaram e foi
até impressionante como o refrão ficava na cabeça...
Alguns meses depois um amigo nosso,
mais ainda do Serginho, coincidentemente começou a não vir mais para a igreja.
Quando teve oportunidade o Serginho perguntou o porquê de sua
ausência. Ele respondeu: "eu estou me afastando da igreja um
pouquinho só... vou encostar a minha Bíblia para curtir um
pouco. Mas eu volto!" Ilusão... não sei bem ao certo com o que
ele se envolveu mas, fato é que ele não morreu com um
tiro pelas costas mas sim com sete tiros pelas costas! E como
pergunta a letra na música: "Aonde está aquele jovem agora? Pra onde foi
aquele jovem?"
Isso realmente incomodou os amigos
próximos e a banda inteira... decidimos não tocar mais esta música por
quê nos fazia lembrar do amigo. Trazia tristezas e lembranças. continua >>>
:: A saída do baixista Fábio Sá Alguns problemas pessoais sérios, misturados com algumas coisas estranhas dentro do grupo tanto de amigos como os que faziam parte da banda, fizeram com que o baixista Fábio Sá saísse definitivamente do ministério. Esses problemas, que não vou mencionar aqui, acabaram tornando sua permanência inviável, por diversas situações, algumas até embaraçosas e comprometedoras. Infelizmente a história do baixista Fábio Sá, o mesmo que fundou a "Banda Vulto" comigo à tantos anos durou muito pouco tempo na Banda Origem. Compomos algumas músicas juntos, tocamos em algumas igrejas... mas foi apenas isso, nada mais. Alguns anos mais tarde o Fábio Sá ainda ia tocar com o Serginho Brandão em outra igreja. Temos o nosso livre-arbítrio, é um presente de Deus podermos decidir qual rumo, qual caminho a trilhar. E Deus sabe de todas as coisas, sabe o momento certo de agir com cada um, com cada sentimento, com cada atitude. Apenas Deus conhece a verdadeira intenção do coração...
:: 2001 - Começam as gravações do CD "Filho do Homem" Começamos a gravar no dia 03 Julho ao dia 25 de Agosto de 2001 com a produção do Carlos D’Angelo. Gravamos as baterias de "Esconderijo", "Perto de Ti", "Aquele Jovem" e "Guarda-me ó Deus", ou melhor, quem montou todas as baterias foi o D’Angelo no Pro Tools (um programa profissional de áudio), algo que realmente não me agradava, era contra a minha vontade ter bateria eletrônica nas músicas do CD, mas o Serginho não se sentia preparado para gravar a bateria "live" em estúdio com metrônomo. Para que fossem montadas todas as baterias e viradas nós gravamos um ensaio em uma fita cassete no porta-studio TASCAN e deixamos com o maestro D’Angelo.
MICO= :: O dia em que perdemos o endereço da Igreja Tínhamos um convite para a Igreja Presbiteriana Independente do Morumbi. O Diácono André Bueno também seria o preletor naquele culto, só que ele perdeu o endereço da igreja e estava sem o telefone de ninguém daquela igreja no carro... o resultado é que rodamos por mais de uma hora e não encontramos o local. Era eu, o Andy (agora no baixo, depois que o Fábio Sá deixou a banda) o André Bueno e sua noiva no meu carro, o Serginho com sua namorada e as peças da bateria no carro e o Fredson, que voltou da Bahia estava no guincho da empresa que trabalhava. Fomos embora e é claro, nunca mais convidaram a gente (...).
:: Tocamos sem o baixo, sem a outra guitarra e sem teclado: o Grande Testemunho continuação >>> Fomos convidados para um culto ao ar livre no Parque Peruche, na Zona Norte de São Paulo no dia 16 de Setembro. Para variar estávamos desfalcados da guitarra (Fred trabalhando) e do teclado (André trabalhando). Fomos eu, o Andy, o Serginho e o Diácono André Bueno. O culto foi organizado em um velho galpão pela Assembléia de Deus. Como tinha uma parte superior à calçada, foi montado o palco ali mesmo, na fachada do galpão. No decorrer do culto o amplificador do baixo queimou e a igreja não tinha outro equipamento... e como o pastor já havia anunciado a banda ficaria chato não tocarmos, mesmo sem condições técnicas adequadas... íamos tocar sem baixo mesmo. Tínhamos que tocar de uma forma ou de outra, então eu e o Serginho decidimos tocar a música "O Que Me Faz Cantar" por ser uma música simples e "Aquele Jovem" por ser outra música fácil de tocar, já que estávamos sem teclado, sem baixo e sem a outra guitarra. Seria apenas eu e o Serginho: bateria, voz e guitarra. Para mim foi a pior apresentação da banda... eu não conseguia me ouvir direito e minha voz estava como "uma taquara rachada" ... eu não via a hora de descer daquele palco. Quando acabou me senti aliviado. Uma semana depois o André Bueno almoçou com o pastor da igreja do Parque Peruche e ele comentou sobre o culto... disse que particularmente não era fã de bandas mas sabia que Deus operava. Disse que um jovem tinha aceitado a Jesus por causa da música de "Aquele Jovem" e junto com ele mais dez pessoas da família dele se converteram. Quando o André me ligou para contar isso eu chorei porquê para mim tinha sido péssimo... eu não fazia idéia do quanto Deus tinha feito naquele dia... Para nós ficou a lição: Deus não precisa de um mega palco iluminado com um sistema de última geração com som digital de alta precisão... precisamos apenas fazer a nossa parte! O resto... é só deixar na mão de Deus...
:: Dificuldade para chegar na Igreja: nova confirmação do Ministério No dia 10 de novembro tocamos em uma comunidade na Vila Piauí (Zona Oeste de São Paulo). Neste dia a banda foi antes por que eu ainda estava trabalhando e ia direto para a igreja. Mas eu me perdi no caminho e demorei muito para chegar na igreja, aliás, só cheguei a tempo por quê o Fredson me passou as coordenadas pelo telefone. Pode ter sido coincidência, eu apenas havia me atrapalhado com as ruas, mas de qualquer forma tocamos e no final do evento a Pastora confirmou a promessa sobre o ministério, disse que Deus usaria a banda para a Sua obra. Que seríamos instrumentos para evangelizar os jovens do "mundo", que nossa música era para ser tocada fora da igreja. A nossa Unção era para o evangelismo.
:: Um convite no mínimo diferente... Uma certa vez me ligaram convidando a banda para tocar em um evento em uma Igreja Apostólica, um evento com os jovens que seria em algumas semanas. Mas, um dia antes do evento me ligam de novo perguntando se a gente tocava as músicas do grupo de louvor da igreja... eu disse que não, afinal quem estava nos chamando já conhecia a banda e é mais do que óbvio que a Banda Origem toca músicas da Banda Origem! Aí eles responderam: "sabe, é que os músicos da nossa igreja não vão estar... tem como vocês tocarem pra gente? Na verdade o convite agora não é para vocês tocarem as suas músicas, é pra tocar com a gente as nossas músicas..." eu fui sincero (e educado também) ao responder que não ia dar...
:: 2002 - MICO= Quando a bateria do Serginho estava "alta demais" No dia 09 de setembro respondemos a um convite em uma igreja em Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. Nessa época o Andy precisou se afastar da banda por alguns meses por motivos pessoais e o baixo foi entregue ao Fernando Sá, um grande músico e professor, irmão do ex-baixista Fábio Sá. O Fredson e meu irmão André estavam trabalhando (para variar) então fomos apenas eu, o Serginho e o Fernando Sá. Tocamos as músicas "Deus da Justiça" e "Poder Para Sempre". Quem conhece essas músicas, sabe que são músicas "leves", principalmente a primeira... Antes de começar o culto o Serginho ainda comentou para a gente tocar "na manha", fazer algo bem maneiro... e assim tocamos. Acontece que quando terminamos, o pastor começou a falar: "que letras maravilhosas... eu queria poder ouvir e entender melhor mas, infelizmente eu não consegui ouvir por causa da bateria! ... precisa tocar mais baixo porquê não dá para entender...". Eu estava abaixado arrumando os meus cabos e a pedaleira... vi o rosto do Serginho... ele estava vermelho de raiva... ou de vergonha, mas estava claramente nervoso. Fui me sentar com o Fernando e o Serginho ficou na bateria, desmontando os pratos. Tive que levantar para ver se ele precisava de ajuda e a igreja toda olhando a gente... a cena foi patética. Peguei a caixa da bateria e me dirigi para fora da igreja para levar ao carro do Serginho... a mocidade inteira saiu também com seu líder se desculpando... o Serginho desmontou tudo e foi embora. Foi o "mico" do ano.
:: O produtor Ricardo "ric" Camera: a gravação do CD "Filho do Homem" recomeça do início O Maestro Carlos D’Angelo teve a oportunidade de ir trabalhar e morar no exterior. Como a gravação já estava em andamento ele me apresentou seu amigo e também produtor Ricardo "Ric" Camera para dar continuidade ao trabalho. D'Angelo classificou o trabalho do Ricardo como excelente e disse que eu não me arrependeria se a banda gravasse o CD com ele no Estúdio Unity. Depois de uma conversa com o Ric preferimos começar tudo do zero, (sem desmerecer o trabalho do D’Angelo) porque teríamos que montar novas baterias também. Começamos a regravar tudo novamente.
Ricardo "ric" Camera no estúdio Unity - 2002
MICO= :: Perdemos toda a gravação: o CD "Filho do Homem" volta a estaca "zero" outra vezEm um longo dia de gravação, um sábado, nós gravamos as bases, o baixo, a bateria e uma voz guia da música "Guarda-me ó Deus". Saímos felizes e no outro dia levamos alguns amigos para ouvir o que tínhamos gravado. Estávamos muito empolgados com o resultado do dia anterior mas, quando o produtor Ricardo Camera abriu os arquivos, eles simplesmente haviam sumido do computador... a frustração foi geral. Tivemos que gravar tudo de novo... estaca zero outra vez.
MICO= :: Gravando sob "efeito de cola" Finalmente conseguimos montar o nosso estúdio de ensaio. O Fredson morava em uma casa alugada que tinha uma pequena casa nos fundos. Nessa casinha montamos nosso estúdio. Forramos as paredes com caixas de ovo, compramos carpete para o chão e o Fred ainda montou uma bancada para a bateria. Foram dias de trabalho com muita colagem, e dedicação para montar nosso estúdio. No dia que o Fredson foi gravar o solo de "Guarda-me ó Deus" nós havíamos passado a manhã inteira colando carpete no chão e na porta... quando saímos para fora do quarto é que percebemos que aquilo já nos tinha feito mal. Parecia que o oxigênio entrava "rasgando" pela nossa garganta... e a cabeça ainda doía um pouco. Estávamos meio tontos mas tinha horário marcado no estúdio Unity para gravar o solo. Nós fomos assim mesmo mas o resultado foi péssimo! O solo ficou "sem pé e sem cabeça"... quando contamos para o Ricardo ele riu muito, aliás, nós rimos muito. Marcamos para gravar outro dia.
:: A primeira música gravada Com o Adriano nos vocais e guitarra, Andy no baixo, André no teclado, Fredson na guitarra e o Serginho na bateria fica pronta a primeira música para o CD: "Guarda-me ó Deus". Foi uma vitória poder mostrar a música produzida, com "peso", um solo bem elaborado, uma bateria muito boa (apesar de ser digital produzida no Pro Tools)... tudo contribuía para estarmos mais do que felizes, afinal aquilo representava o que seria o nosso primeiro trabalho. Apesar disso o clima interno na banda não era dos melhores. Nos ensaios, apesar das orações antes de começar sempre tinha motivo para alguma pequena desavença... se o Andy errava o Fredson ou o Serginho davam bronca... se o Fredson "atravessasse" o Serginho falava também. Sem contar com as seguidas ausências do tecladista André Floriano que quase nunca estava presente. Essas coisas pareciam que tomavam uma proporção muito maior e geravam um clima chato... saíamos do nosso trabalho para ensaiar, o Fred encostava o guincho em serviço para depois continuar a trabalhar... isso pesava também. Estávamos cansados e por mais esforço que fizéssemos parecia que não dava em muita coisa. Nossos ensaios variavam entre excelentes, ruins, bons, razoáveis... mesmo com o entrosamento que existia entre a gente. Clique aqui para ouvir a música.
:: 2003 - O quarto festival No dia 13 de Setembro de 2003 participamos de um festival na Zona Norte de São Paulo. O time era este: Adriano no vocal e guitarra, Fernando Sá no baixo (que continuou na banda depois que o Andy voltou), Fredson na guitarra, Andy no teclado (já que o André não poderia estar no festival) e o Serginho na bateria. Este festival mudaria o rumo de algumas coisas, como disse o Serginho duas semanas antes do evento. No dia do festival, o Serginho teve problemas para sair mais cedo do trabalho, o que poderia dificultar as coisas. Foram reunidas as quatro bandas em uma reunião para determinar quem seria a primeira banda, quem ia abrir o evento naquele dia, já que eram divididos por quatro sábados. No sorteio, a Banda Origem foi "contemplada" com a abertura.
Fernando Sá, Andy Ramos, Serginho Brandão, Fredson Alencar e Adriano Fernando Isso era exatamente o que não deveria acontecer porquê o nosso baterista ainda não havia chegado!Pedi para que alguém tocasse na nossa vez... mas foi em vão. Os "amigos" irmãos das outras bandas nem se importaram se estávamos sem o baterista... era problema nosso! Por incrível que pareça, o meio Gospel é mais desunido do que o meio secular! E isso falo com propriedade. É uma das causas de não tocarmos mais em festival nenhum. O Serginho chegou em cima da hora. Nos reunimos, lemos um versículo em Salmos e oramos em uma roda com as mãos dadas. Pedimos que o Senhor fosse conosco e fizesse a Sua vontade. Quando começamos a tocar "Trindade" problemas no palco faziam com que o teclado desligasse por diversas vezes durante a música, mas mesmo assim levantamos a galera mais uma vez. Eram pessoas desconhecidas gritando "Origem, Origem, Origem..." Alguns minutos depois, tocamos "Poder Para Sempre", que era a música concorrente. Apesar de estar quase rouco na segunda música por não ter feito o aquecimento correto nas minhas cordas vocais, sei que fizemos um bom trabalho mesmo sendo prejudicados com falhas de equipamento no palco... mas também não classificamos para nada, aliás, um dos jurados disse que a letra de "Poder Para Sempre" não tinha criatividade... como assim? Será que falar de Jesus é algo "batido"? Realmente não engolimos isso também... e nem precisa dizer se saímos frustrados mais uma vez, mas o que mais incomodou foi uma amiga dizer depois que soube que de fato nunca nos classificaríamos naquele dia... tinha uma banda de um amigo do pastor e a outra deveria se classificar pela amizade com os organizadores. Essa foi a última vez que tocamos com o Fernando e o Serginho...
:: A saída do baterista Serginho Brandão e do baixista Fernando Sá Duas semanas após esse festival o Serginho me procurou e oficializou a sua saída. Aquele festival era o ponto final para ele. Alguns dias antes o baterista já havia me falado que aquele festival seria o "ou vai ou racha" para ele na banda... Depois da nossa desclassificação ele disse que já não estava mais a fim de "fazer tudo" e não ver "acontecer nada", estava cansado dos "micos", de "nadar, nadar e morrer na praia". Foi extremamente sincero como sempre, colocou alguns problemas particulares, alguns problemas internos da banda e principalmente a falta de tempo. Eu ainda perguntei se ele queria um tempo para pensar melhor (eu daria o tempo que quisesse) mas ele disse que a sua saída era em definitivo. Eu procurei não demonstrar mas fiquei profundamente magoado com a saída do Serginho. Na semana seguinte o baixista Fernando Sá me comunicou que sairia também. Além de ser professor, disse que ia se dedicar mais ao seu ministério... No caso do baixista Fernando a sua saída não pesou tanto quanto a saída do baterista Serginho, porque ele entrou enquanto o Andy estava afastado por problemas particulares, e a sua saída apenas recolocou o Andy no seu lugar no baixo. No caso do Serginho, teríamos que recrutar um novo baterista, ensaiar exaustivamente todas as músicas e esperar entrosar toda a banda novamente.
:: O cancelamento da gravação do CD "Filho do Homem" Com as saídas de membros da banda (principalmente do Serginho) nós fomos obrigados a cancelar o processo de gravação com bateria eletrônica do CD "Filho do Homem" e redirecionar todo o trabalho para a procura de um novo baterista e recrutá-lo para uma gravação completamente renovada, com baterias "ao vivo". O que começou a pesar era o fato de ficar protelando a gravação e o lançamento de um CD que já tinha que ter saído à muito tempo. Pelo tanto de tempo que tocamos já eram para ter pelo menos uns cinco discos lançados...
:: O guitarrista Paulinho Polizelli e o
baterista Marquinhos Carvalho
Em setembro eu representei a banda em
Jaraguá do Sul (SC) com o Paulinho Polizelli na guitarra,
o Gérson Néris no baixo e o Marquinhos Carvalho na
bateria em um evento com o Grupo Shalon Adonai (grupo da igreja
em Vila Brasilândia, aonde tocam o Marquinhos e o Paulinho).
Tocamos "Deus da Justiça" e uma versão blues de "Deus
Enviou".
Sem saber, essa era a primeira vez em que
eu, o Paulinho e o Marquinhos tocaríamos juntos.
:: 2004 - A entrada do baterista Marquinhos Carvalho O Marquinhos Carvalho é um conhecido de muitos anos. Mas nunca fomos amigos, apenas conhecidos. O Serginho tinha grande estima pelo Marquinhos porque em todas as vezes que a Banda Origem tocou na Assembléia de Deus na Zona Norte ele sempre esteve disposto a ajudar, inclusive para preparar a própria bateria para que a gente tocasse. Não tinha tempo ruim para a gente tocar na bateria do Marquinhos, diferente de outras igrejas. Quando o Serginho saiu, fez questão de indicar o Marquinhos, disse que ele era a pessoa ideal para substituí-lo. Disse que ficaria feliz em ver o Marquinhos tocando com a gente mas nem o Serginho e muito menos eu sabíamos o quanto eram verdades aquelas palavras. Eu nunca imaginaria que Deus já o tinha colocado na banda antes mesmo que eu soubesse.
Marqquinhos Carvalho e Adriano Fernando
:: A confirmação de Deus para o baterista Marquinhos Carvalho no Ministério No início de 2004 eu convidei o baterista Marquinhos para assumir as baquetas da banda. Minha surpresa foi saber que de alguma forma ele já sabia disso... Deus já havia tocado no coração dele sobre a banda antes mesmo de eu o convidar. Quando eu formalizei o convite ele não estava surpreso, apenas perguntou o motivo da saída do Serginho.Alguns dias antes de eu convidá-lo uma irmã disse que ele ia tocar em uma banda em breve. Não demorou muito e o Marcos teve uma visão aonde estava em um estádio lotado e via uma grande multidão vendo a gente em cima de um grande palco... e ele era o baterista! Essa era a confirmação de Deus para começar os ensaios, definir o novo repertório e marcar a data da nova gravação.
MICO= :: Fomos tocar sem pratos e sem baixo... Um dos primeiros convites com o Marquinhos foi em uma igreja em Guarulhos. Como o evento era em um sábado o Marquinhos achou que poderia usar os pratos da igreja aonde íamos tocar porque tinha culto na igreja local e os seus pratos estavam sendo usados. Eu soube que estávamos sem pratos quando íamos para Guarulhos, fato que me preocupou logo de imediato, pois era um culto de evangelismo e várias bandas iam tocar naquele palco. Mas a surpresa maior foi em relação ao baixo, nós usávamos um Giannini que tem um som bom mas para esse evento pedimos emprestado o baixo de um amigo, o Tiago Canalli... Mas o que ocorreu foi que, ao chegarmos eu fui me certificar se o o Tiago havia trazido e ele simplesmente tinha esquecido! Pronto! Estávamos em outra cidade sem baixo e sem pratos! A primeira opção foi pedir ao pastor local, que disse que a igreja não tinha... a segunda opção foi sair pedindo, ou melhor, implorando para as bandas. Claro que todos estranharam o fato de aparecer uma banda para tocar sem equipamentos... Mas graças a Deus nos ajudaram e tocamos em "paz", tirando o fato de um cabo com mal-contato ter feito minha pedaleira falhar no finalzinho da música "Escravo da Mentira"... sorte que o Fredson percebeu e finalizou a música. Outra coisa que incomodou foi que, ao chegarmos na igreja não havia praticamente ninguém e o pastor disse que começaria uma hora mais tarde para a chegada do pessoal. Decidimos comer algo em uma lanchonete próxima quando um amigo nos liga da igreja vinte minutos depois dizendo que o pastor estava "nervoso" com a nossa ausência... e para piorar, quando chegamos uma banda que nos ajudaria com os pratos ia embora antes e uma outra que nos emprestaria o baixo pediu para tocar antes da gente. E agora? Eles nos fariam o favor de emprestar o baixo se a gente deixasse eles tocar na nossa frente... aceitamos por não termos outra opção. Mas pelo fato de termos deixado essa banda tocar antes o pastor, apenas para mostrar autoridade, nos colocou para tocar por último, para quase ninguém... ainda bem que o baterista da banda que nos emprestaria os pratos entendeu a situação e esperou nossa apresentação. Mas foi ridículo de qualquer forma.
MICO= :: Não tocamos no Copan Outro dia fomos convidados para tocar no Copan em São Paulo em uma vigília. Ensaiamos bastante para apresentar nosso louvor inclusive com um tecladista amigo (André Baptista) que ensaiou apenas para tocar neste evento. Eu estava muito cansado e não via a hora de tocar para poder voltar para casa e descansar. Eu havia trabalhado o dia inteiro e também na noite anterior. Não tive tempo de dormir um pouco para poder ensaiar e "lapidar" algumas músicas com o amigo tecladista, eu estava sem dormir à muitas horas. Fomos tocar porquê nós gostamos de tocar... é o nosso ministério, a nossa alegria. Avisei o líder que a gente precisava tocar logo mas fomos ignorados. Quando era aproximadamente umas três e meia da madrugada eu tinha certeza que a gente ia tocar, já que o líder tinha nos confirmado. Mas para nossa surpresa outra banda subiu no palco com o outro líder! E os dois começaram a discutir entre eles... não tivemos dúvida, pegamos nossas coisas e voltamos para casa.
MICO= :: Também não tocamos na Expo Cristã Fomos convidados para tocar na Expo Cristã em São Paulo. Foi marcado em um Sábado às quatro horas da tarde. Além de alguns amigos, o Marquinhos levou a sua esposa Gilmara e a minha namorada Débora também foi... o problema, de acordo com os organizadores do evento foi a falta de um equipamento no palco que atrasaria (muito) o evento. As horas foram passando e já eram seis e meia quando eu fiquei sabendo que tocaríamos às oito horas! Eu dispensei o Marquinhos porquê tinha culto de ceia na igreja aonde ele congregava e, além de tocar na orquestra, estava com os pratos da bateria. Minha namorada precisava ir também, pois tocava na orquestra, aliás, eu fiquei sozinho na feira para representar a banda. Dei algumas entrevistas e toquei a música "Poder Para Sempre" com voz e violão para uma rádio. Por causa do "mico", marcamos para tocar no dia seguinte. Seria depois do almoço. Mais uma vez a banda estava quase completa, apenas sem o ausente teclado, mas com nossas esposas, namoradas e amigos. Mas mais uma vez não deu certo, eu tive que dar atenção para um pastor que "queria nos abençoar" e quando chegou a nossa vez de tocar a gente acabou não tocando. Simplesmente porque ia começar um culto da tarde e a outra bateria (tinha duas, uma no palco principal e outra em um palco menor) teve que "ir embora"! Aí nos ofereceram uma oportunidade no culto, mas recusamos. A gente ia "cair de pára-quedas" em um culto aonde não conhecíamos ninguém e tampouco tínhamos sido chamados. Ofereceram oportunidade para tocar porque ficaram com "pena" da gente... Não tocamos mesmo e mais uma vez voltamos para casa frustrados. E ainda aguentar o Fredson reclamando que a gente só "pagava mico" era muito chato, mas claro, sobrava para mim por que eu era o líder... mas o pior é que ele tinha razão! *** Na semana seguinte, outro episódio que me entristeceu muito foi com uma amiga, gerente de uma revista gospel. Nos cmprimentamos de longe enquanto eu caminhava pela feira observando os estandes, vendo as novidades. Alguns minutos mais tarde, nos encontramos de novo e agora ela estava rodeada de representantes e donos de gravadoras e selos gospel. Minha atitude foi de parar e cumprimentá-la, já que não nos víamos a muito tempo. O que eu não entendi é que ela simplesmente me cumprimentou como se não me conhecesse... não fez muita questão! Aliás, me ignorou mesmo. Deve ter pensado que eu ia "impregnar" porque estava com aqueles homens... Fiquei com raiva... magoado... frustrado... ajuntou tudo o que passamos nos dias anteriores. Deus sabe o que me passou depois daquele momento... eu realmente queria sair daquele lugar decidido a dar um ponto final. Pela primeira vez eu estava decidido a abandonar tudo... todas as letras e músicas, os instrumentos... estava triste demais com todos os acontecimentos recentes. Claro que aquilo era apenas uma gota, mas o copo já estava cheio!
:: Depois de tantos "micos" eu estava disposto a "abandonar o barco" também No caminho para o carro, já que tinha marcado com a minha namorada Débora para buscá-la para vir à feira, eu chorei enquanto caminhava. Em pensamento comecei questionar a Deus sobre tudo o que estava acontecendo... Perguntei sobre os "micos", sobre o dinheiro investido que aparentemente só me dava prejuízo, sobre tudo! Minha vontade era parar de vez... Manifestei ao Senhor o desejo de colocar um ponto final. Tudo isso em pensamento, apenas eu e Deus. Fui aos poucos me recompondo, ninguém mais deveria saber que eu estava triste. Ficou entre "eu e Deus" somente... Isso foi numa quinta-feira.
:: A Grande Confirmação de Deus No Sábado seguinte eu fui para a igreja da Zona Norte. Nem estava muito a fim de ir ao culto mas fui para acompanhar a minha namorada. Quando começou a palavra, o pregador (Pr. José Costa) bateu várias vezes no assunto "ministério", e ainda, dizendo que o Senhor mandava não abandonar o ministério. Falou das lutas, que sem lutas jamais teríamos vitórias, etc... mas sinceramente eu tinha certeza que aquelas palavras não eram para mim. O templo não estava lotado mas estava cheio. Aquela mensagem poderia ser para qualquer outra pessoa, menos para mim. Por quê Deus se importaria em fazer o pregador pregar "para mim" se era um culto com tanta gente na igreja? Nem pensar! Aquela mensagem decididamente não era para mim. Quando terminou a palavra o pregador pediu para que a igreja se colocasse em pé para fazer uma oração... eu me levantei e fiquei de cabeça baixa... nem estava orando. De repente senti uma mão firme no meu ombro e uma voz com autoridade: "É com você mesmo que estou falando meu servo! Eu sei o que tens passado, como pensas em deixar o que tenho Eu colocado em tuas mãos? Quanto àquele assunto, é assim... quanto aquela outra questão, por quê... etc. e etc..." Eu jamais vou lembrar de tudo o que o pastor me falou naquele dia... mas me lembro claramente que Deus respondeu em alta voz através do pregador tudo o que eu havia perguntado em pensamento... me fez enxergar que todos aqueles "micos" não significariam nada perto do que ainda ia fazer... meus joelhos batiam um no outro, eu comecei a chorar e minhas forças foram revigoradas. Na semana seguinte um pastor amigo me procurou com um dinheiro para depositar em prol do nosso ministério... era mais do dobro do que eu havia gastado com o ministério (gasolina, ensaios, gravações, etc...). Depois desses acontecimentos, eu aprendi a confiar mais em Deus.
MICO= :: O dia em que o Marquinhos foi tocar de guincho No dia 25 de Dezembro participamos de um show de Fim-de Ano com alguns amigos da Banda Grou. Como alguma coisa sempre dava errado quando a gente ia tocar, nesse dia foi a vez do carro do Marquinhos quebrar no posto de gasolina próximo à rodovia que o levaria para a igreja. No meu carro estavam a minha namorada Débora e o guitarrista Fredson. Meu celular tocou quando estava estacionando meu carro já na igreja; era o Andy que estava com o Marquinhos avisando que o carro estava quebrado. Mais do que depressa voltamos para que o Fredson pudesse pegar o guincho e levar o Marquinhos e seu carro para o evento. O Marquinhos foi e voltou de guincho... Mas tocamos!!!
:: 2005 - O início oficial da gravação do CD "Filho do Homem" Com a banda ensaiada e tocando o repertório novo, chegou o momento de gravar o trabalho com bateria "de verdade" sem mais a necessidade do Ricardo montar no Pro Tools. Mostramos o som para o Ricardo no próprio estúdio e decidimos em conjunto; era o momento certo de gravar: o Marquinhos estava seguro nas baquetas (mas sempre quebrando uma na música "Esconderijo") e a banda estava se entrosando novamente. Marcamos em um Sábado de Janeiro de 2005 às dez horas da manhã. Mais ou menos uns quinze dias antes da gravação eu pedi emprestado os pratos de bateria do Serginho pela sonoridade, mesmo porquê os pratos do Marquinhos estavam na igreja e teria ensaio. Para evitar comentários, não usaríamos seus pratos. Mas o Serginho se esqueceu que ia emprestar os pratos... mesmo eu avisando dias antes! Aí eu tive que ir buscar outros pratos no dia da gravação bem cedo em Jandira, uma cidade próxima de São Paulo. Os pratos eram do Marco Silva, um amigo baterista que sempre esteve ajudando a banda. Chegamos às dez e meia no estúdio para gravar. Até montarmos tudo e checar, levou mais ou menos umas três horas, o que me fez ficar apreensivo, já que eu teria que trabalhar justamente naquele dia! Mas gravamos, meio que "aos trancos e barrancos". Na música "Poder Para Sempre" tem o celular do Fred tocando (ele esqueceu ligado)... e no final também tem o mesmo Fredson falando alguma coisa. Gravamos mesmo assim... adiantamos várias músicas para o CD. As músicas poderiam ter ficado melhores não fosse a nossa falta de experiência e o cansaço. Tirando a bateria (que ficou quase perfeita) as guitarras (principalmente a do Fred) precisavam ser regravadas. O Fred, um guitarrista muito criativo optou por fazer solos "ao vivo" para ter aquele lance da espontaneidade, o que, de fato não deu muito certo. Porém, as músicas que estão no CD que trazem os solos do Fred Alencar foram feitos "ao vivo" mesmo. Mas o certo é que não tínhamos gravado tudo ainda e outras músicas deveriam ser refeitas...
:: A saída do guitarrista Fredson Alencar e a entrada oficial do guitarrista Paulinho Polizelli
O guitarrista Paulinho Polizelli Algumas semanas depois da gravação fui comunicado pela esposa do Fredson que ele teria viajado à trabalho para Belo Horizonte em Minas Gerais por uns três a quatro meses. Eu liguei para ele meio chateado, ele é quem deveria ter me avisado, afinal de contas eu havia investido dinheiro naquela gravação. Queria que o processo de gravação e finalização continuasse, mas fui obrigado a parar para esperar o Fredson voltar. O principal era retomar a gravação dos solos e bases. Fiquei magoado porque achava que deveria ser avisado. A desculpa apresentada foi a falta de tempo e a correria para o emprego provisório... Mas para mim essa atitude apenas comprovou o fato do Fredson estar cansado de "pagar micos" como ele sempre me falava. A banda continuaria tocando com um guitarrista substituto; o sobrinho do Marquinhos: Paulinho Polizelli. Eu estava acompanhando o guitarrista e admirando a sua força de vontade em aprender cada vez mais... via aquele menino "dando chapéu" em guitarristas da região e não tive dúvidas, convidei ele para ficar na banda enquanto o Fredson não voltava.Os meses se passaram e eu soube (de novo por outras pessoas) que o Fredson não voltaria mais. Teve problemas com o trabalho em São Paulo, de forma que apenas teria emprego garantido em Belo Horizonte. Eu liguei para ele e me confirmou o que eu já sabia: dificilmente voltaria para São Paulo.
O Paulinho já fazia parte da banda oficialmente.
***
*Um fato curioso: o baixista Andy Ramos entrou na banda para
tocar violão porque o guitarrista Fredson Alencar precisou
viajar para a Bahia (BA) por alguns meses. Da mesma forma, o
guitarrista Paulinho Polizelli entrou na banda para substituir o
mesmo Fredson, que desta vez se mudou em definitivo para Belo
Horizonte (MG). Com a saída oficializada do guitarrista Fredson Alencar, fomos obrigados a parar a gravação do CD "Filho do Homem" novamente. Seria necessário passar todas as músicas e solos, ensaiar exaustivamente para adquirir o entrosamento necessário e voltar para o estúdio e regravar quase tudo novamente.
:: O quinto e último festival Uma amiga me comunicou sobre um evento que reuniria algumas bandas na cidade de Guarulhos, interior de São Paulo. Eu falei com o pastor responsável e nos encontramos para falar sobre o evento. A sua intenção era a de unir os ritmos para louvar ao Senhor, não era um festival. Mas no decorrer do evento, que durou um mês, o pastor decidiu premiar a melhor apresentação. No dia que íamos tocar nesse evento eu precisei trabalhar, o que me fez atrasar um pouco. Mas também era culto de Santa Ceia na igreja aonde o Paulinho e o Marquinhos congregam, e eles tinham que tocar na Orquestra e no Grupo de Jovens. Eu comuniquei ao pastor responsável pelo evento e expliquei a situação, disse que chegaríamos um pouco atrasados mas cumpriríamos com a nossa responsabilidade. Foi uma correria pela Marginal do Rio Tietê mas tocamos, fizemos a nossa parte. Depois que tocamos vieram elogios de lá, elogios pra cá... "até agora vocês foram a melhor banda..." disseram os líderes do evento... A "premiação" seria apenas no primeiro sábado do mês seguinte e eu fui, mesmo sem que ninguém tivesse me convidado. Afinal de contas fizemos parte do evento também, e eu deveria estar lá para representar a banda. Mas eu saí de São Paulo para ver a banda "vencedora" que, por coincidência, era uma banda que acompanhava um pastor, que era amigo do pastor organizador do evento. Quando o pastor me viu, visivelmente constrangido, fez questão de me chamar ao púlpito a fim de me explicar o por que da Banda Origem não ser merecedora daquele troféu... Disse que a única coisa que faltou à banda foi compromisso! Por que chegamos atrasados ao evento... Isso porque eu avisei com dias de antecedência que não poderíamos chegar no horário porque eu ia precisar trabalhar até um pouco mais tarde, o Paulinho e o Marquinhos tinham que estar no Culto de Ceia cumprindo com as suas obrigações (tocam na Orquestra, no louvor e com o Grupo de Jovens)... Aí o pastor vem me dizer que faltou compromisso?!? Faltou compromisso com o "festival" por que tínhamos que tocar na nossa igreja, porque eu tinha que trabalhar... mas eu tenho absoluta certeza que com Deus não faltou compromisso nenhum! Aliás, nossa parte foi feita. *** Para não dizer que este foi o último festival, eu acabei participando de um novo evento nesta mesma igreja, mas com o projeto solo. Entrei pela insistência de um irmão, um dos organizadores do evento. Me arrependo muito por isso porque cancelei um convite de um show de evangelismo da Banda Origem para participar deste festival por consideração... ou seja, deixei de fazer a obra, deixei de evangelizar para participar de um festival com meu projeto solo, que ainda vai demorar um pouco para acontecer! Chamei minha noiva Débora para cantar comigo, o Paulinho Polizelli, o amigo baixista Tiago Canalli, o Andy e seu irmão Márcio para a bateria. Ensaiamos para fazer o melhor mas no dia em que íamos tocar, o rapaz responsável pelo som não conseguia ligar meu violão em linha, o que fez demorar um pouco. Para não demorar muito, pensando nos outros eu acabei por ligar o violão em um amplificador de guitarra mesmo, que deixou o somestridente e estranho mas ninguém do som da igreja veio ajudar...
Adriano Fernando cantando com os outros cantores. No baixo, Tiago Canalli Tocamos e fomos chamados para a premiação algumas semanas depois. Me disseram que todos os participantes cantariam uma música, o que me fez ensaiar de novo de última hora com o Marquinhos na bateria, já que o irmão do Andy preferiu não deixar a namorada para tocar. (...)Quando chegamos na igreja, todos os cantores estavam cantando junto alguns louvores... fui convidado para me juntar a eles... mas para variar não ganhamos nada outra vez... definitivamente, este não era o caminho. Festivais não acrescentam muita coisa... pelo menos para a gente. Foram "micos" atrás de "micos"... Por todas essas "coisinhas" que ocorrem em festivais, por melhor que seja a intenção de quem está organizando, é que decidimos não mais participar de festival nenhum. Só se for para divulgar nosso trabalho, sem concorrer a nada, apenas abrindo ou fechando o evento.
MICO=
::
Quase tivemos que tocar no meio do mato em cima de um
caminhão...
Recebemos um convite para tocar em Guarulhos no interior de
São Paulo. No mesmo dia, tanto o Marquinhos como o Paulinho
tinham um compromisso com o grupo de jovens da igreja na Zona
Norte de São Paulo. Combinamos de nos falar.
Eles ficariam no culto até às oito horas e iriam me ligar para
saber aonde se encontrar para chegar no evento, aonde eu, o Andy
e o seu primo Allan estaríamos esperando.
Mas chegar naquele lugar não foi nada
fácil; além de ser um lugar de difícil acesso, não tinha
asfalto. E nem iluminação! Parecia que estávamos muito longe de
São Paulo. Aliás, foi tão difícil de chegar, que pedimos
informação para umas três ou quatro pessoas ao longo do percurso.
Quando chegamos no lugar tinha um caminhão de caçamba de madeira... foi feito como
se fosse um palco... com um sistema de som precário, e ainda sem
retorno.
Não poderíamos simplesmente voltar sem
falar nada, afinal eles tinham nos chamado! Paramos o carro e eu
fui avisar ao pastor que não poderíamos tocar porquê
nosso guitarrista e baterista não poderiam chegar (era verdade
por quê levamos muito tempo para encontrar o local, e quando
chegamos eu liguei para o Marquinhos e ele disse que o culto
estava atrasado e o conjunto nem tinha cantado ainda). A líder do evento propôs que a gente tocasse
com um baterista da igreja local... e eu disse que não seria
possível por quê ele não conhecia nossas músicas. Ficamos por
quase uma hora acompanhando o evento e percebemos que realmente
não dava... o som saía distorcido e os músicos reclamavam do
retorno...
Depois disso voltamos para casa e nos
perdemos de novo! E o pior, estava com a gasolina na reserva.
Rodamos mais uns quarenta minutos pedindo informação no escuro
para voltar! (...)
:: Quando tocamos sem o Marquinhos e outro baterista tocou
sem conhecer a música
Um outro dia, fomos convidados para
tocar em uma igreja na Zona Oeste de São Paulo, um evento com
jovens da Assembléia de Deus, a UMADESP. Nesse dia o baterista
Marquinhos acabou marcando outro compromisso com a sua família
(literalmente se esqueceu do convite) e não pode ir. A solução
foi chamar o baterista que costumava ser o
substituto imediato do Marquinhos. Só que ele simplesmente não
quis ir porque estava namorando... e deixou a gente na mão. Fomos assim mesmo e
tocamos apenas uma música, a "Ainda Olhas Para Mim" com a
bateria do Thiago "branco" Marquez, que segurou a barra para que
não cancelássemos o convite. Depois desse episódio não contamos
mais com a ajuda desse baterista substituto...
Outro detalhe desse dia é que pelo fato
de estarmos sem bateria, surgiram boatos de que o Marquinhos
tinha deixado a banda...
MICO=
::
Interromperam a gente na última música, enquanto tocávamos
"Esconderijo"
Tivemos um convite para tocar na Zona
Leste de São Paulo. O que foi acertado foi que a Igreja bancaria
os gastos com o nosso transporte. Foi passado todo o
procedimento necessário para o palco, o que precisávamos para um
mínimo de qualidade. Mas quando chegamos, a igreja não tinha
nem cubo para guitarra nem cubo para baixo! Por sorte levamos o
amplificador do Paulinho e eu coloquei minha guitarra em linha. Tocamos umas quatro ou cinco músicas
com o Andy tocando violão. Poderíamos ter ido embora, já que
tecnicamente falando não era possível apresentar o melhor da
banda... estávamos sendo prejudicados! Tocamos mesmo assim...
Mas com tudo isso o que mais incomodou foi que um dos líderes se esqueceu de ter dado um
recado para a igreja e quis parar a música "Esconderijo" para
fazê-lo! O indivíduo pegou o microfone e olhava para mim
repetindo insistentemente "Amém?", "Amém?", "Amém?" para fazer a
banda parar! Isso no meio da estrofe! Que situação ridícula...
que falta de bom
senso! Tivemos que parar a música para o mané falar! E o recado?
"Irmãos, não se esqueçam de deixar o nome para..."
Nem me lembro, mas era um
recado de mínima importância! Poderia ter falado depois da
música!
A minha vontade era parar por ali mesmo
mas conseguimos emendar os solos finais e acabamos a música. No
final, para "coroar" o dia o Pastor veio me
falar que não tinha dinheiro nem para nos ajudar com o
transporte... "bica" total! Voltamos para casa...
MICO=
::
Quando tocamos "para ninguém" no Copan
Um dia fomos chamados novamente para o
evangelismo no Copan. Foi acertado que abriríamos o evento.
Baseado nisso, o
Marquinhos deixou avisado para a sua esposa Gilmara (que estava
com a recém-nascida Beatriz) que chegaria mais cedo para casa. Mas o que
aconteceu é que quando chegamos, uma hora antes do evento, já
tinha outra banda se antecipando e montado seu equipamento na
nossa frente. Na verdade eles estavam interessados no
equipamento da banda "grande" que tocaria logo depois e iam
utilizá-lo.
Procurei, na minha educação não criar
caso. Tudo bem, poderíamos tocar depois. Mas depois desta banda
e da banda "grande", quando pensamos que
entraríamos no palco, outra banda já estava se preparando! Aí eu
fui conversar com o pastor... ele disse: "vieram uns bispos hoje e mudaram tudo"...
Eu sabia que era mentira! Mas ele amenizou e disse que depois da
palavra a gente ia tocar.Isso por que íamos abrir o evento... mas acabou a palavra e
subiu outra banda no palco! Mais uma vez fui falar com o pastor
e ele me respondeu com tapinhas nas minhas costas: "Adriano, evangelismo é assim mesmo... você
precisa se acostumar"... Evangelismo é assim mesmo? Sem
organização? Com mentiras? Que evangelismo? Para quem? -
pensei...
O que realmente aconteceu é que o
pastor nos chamou para abrir o evento mas nos deixou por
último... acabamos tocando para ninguém... todos
já tinham ido embora. Confesso que toquei por obrigação...
por tocar! E a caixa da bateria ainda estava quebrada e o banco
estava prestes a quebrar também... quando terminamos uma moça
que era responsável pelo som veio elogiar o som da banda e
perguntar por quê só tocamos no final... por quê não tínhamos
tocado antes... eu disse para ela perguntar ao pastor
Oliveira
que ele certamente saberia a resposta.
O quê nos chateou naquele
dia foi o desprezo... a falta de consideração e a falta de compromisso com a palavra...
nós fomos literalmente passados para trás! É claro que depois
desse fato procuramos não nos envolver mais em nenhum evento
ligado à este "pastor". O último contato foi
para a participação de uma Marcha para Jesus em uma cidade do
interior, mas que por motivos óbvios não tivemos nenhum
interesse em ter "dor-de-cabeça" de novo. Para louvar a
Deus ou evangelizar é necessário ter organização e seriedade.
Banda Origem no Copan... tocando "para ninguém"
:: A lâmpada queimada acendeu: Deus cuida dos mínimos detalhes e se faz presente... Depois desse episódio do Copan, novamente eu voltei magoado para casa... não só eu... toda a banda, afinal de contas era mais um "mico" para a nossa coleção! Mas, o mais improvável, a "coincidência" mais estranha me aconteceu depois que cheguei em casa. Era mais de meia-noite e eu estava preocupado porque estava com o carro cheio de equipamentos e a luz da rua bem em frente minha casa estava queimada. Ficava escuro a parte da rua sem iluminação... e bem na frente da minha casa! Eu tinha que guardar o carro na garagem e colocar as coisas no portão ao lado. E sozinho, por que já tinha deixado o Andy, o Marquinhos e o Paulinho em casa. Me lembro que realmente olhei para a lâmpada queimada à dias e pensei naquele momento: "seria muito bom se você estivesse acesa... bem que poderia acender!" Um pequeno pensamento sem noção mas, para minha surpresa, "coincidentemente" a luz da rua curiosamente acendeu exatamente quando eu abri o porta-malas do meu carro, que já estava dentro da garagem. Eu olhei para a lâmpada, dei uma leve risadinha e pensei: "que coincidência legal"! Peguei todo o equipamento, coloquei do lado de dentro da minha casa e, fechando o portão olhei para a lâmpada mais uma vez e pensei: "coincidência"... foi naquele mesmo instante... me fez ficar sem ação: PLUFT!... como se alguém tivesse desligado um interruptor... e a lâmpada da rua se apagou novamente. Exatamente quando dei a segunda volta na chave do portão! Ou seja, ficou acesa somente o tempo necessário para que eu pudesse estar em segurança com o equipamento! E essa lâmpada só foi acender de novo quando a Companhia de Luz veio trocar. Mais uma vez eu entendi que Deus cuida dos pequenos detalhes... naquele momento meus olhos estavam cheios de lágrimas e eu desci as escadas para a minha casa agradecendo o cuidado de Deus. Entrei e liguei meu computador na Internet. Encontrei o Andy on-line no Messenger e contei o ocorrido... Ele também entendeu o "pequeno" grande recado de Deus e chorou... e no outro dia contei a notícia para todos. Todos entenderam. Aquele "mico" já estava superado.
:: A primeira viagem para Varginha (MG) Fomos fazer um show em Varginha, em Minas Gerais. Nos foi pedido uma mostra do CD para divulgação nas rádios para o evento. Eu e o Paulinho corremos para o estúdio para mixar cinco músicas para mandar para Varginha. Fizemos uma pré-mixagem de "Poder Para Sempre", "Aquele Jovem", Escravo da Mentira", Eu Não Me Envergonho" e "Perto de Ti". Na viagem foram: Eu no meu carro com o Marquinhos, o Paulinho e o Allan mais meu amplificador, minha guitarra, pedaleira e violão. Foi também com seu carro o baterista Marco Silva que acompanhou a gente com o Andy; e o Fernando Sousa e o Leandro Ribeiro em outro carro, os técnicos de som da banda. Tudo foi na mais perfeita calma; chegamos na cidade ouvindo nossa música na rádio e em um carro na praça! O que não imaginávamos era que, mesmo tendo passado o mapa de palco para o pessoal responsável pelo som
A equipe: Marquinhos, Andy, Marco Silva, Adriano, Paulinho e os técnicos Leandro e Fernando com os dois amplificadores eles só tinham umpara guitarra no palco! E diga-se de passagem, era um equipamento desgastado com problemas no alto-falante... sorte que levei meu amplificadoramplificador. Sobrou para o Paulinho usar o ampli "bichado"...Passamos o som à tarde, nos preparamos para o show que começaria por volta das dezenove horas com outras bandas locais e de outras cidades. O que nos foi passado era que fecharíamos o evento, com um show de duas horas. Nos preparamos para este show, foram horas de ensaio. Mas, de repente em pleno palco, depois da quarta música o Allan vem me avisar que deveríamos parar o show para uma apresentação de uma peça (...) Seria meia hora de pausa para recomeçar o show... sem avisar nada... parar um show assim. Para piorar, depois da peça uma mulher pegou o microfone e começou a "pregar" por muito tempo, o que nos obrigou a tocar um número bem inferior de músicas que estavam no repertório! Com tudo isso, apesar da falta de organização no geral foi uma noite abençoada. Mas a volta para casa trouxe uma surpresa desagradável; na metade do caminho entupiu a bomba de óleo do meu carro e eu quase "travei" o motor na estrada. Estávamos sozinhos porquê o Marquinhos e o Fernando voltaram bem cedo para São Paulo enquanto eu, o Andy, o Allan e o Paulinho ficamos mais um pouco na cidade para pegar a fita de vídeo que foi gravada no evento. Foi uma sorte termos desligado o som do carro... em uma ultrapassagem ouvimos o motor fazer um ruído diferente e encostamos na hora. Rodamos bem devagar até o próximo posto aonde eu comprei o óleo mais grosso que tivesse. Adiantou pouca coisa, o motor continuava rajando. Voltamos para São Paulo assim mesmo... bem devagar, pois não tinha muito o que fazer... foi um prejuízo razoável mas sinceramente eu não me importei. Nossa parte foi feita e o Senhor nos abençoaria com certeza.
:: 2006 - A continuação da gravação do CD "Filho do Homem" Nos preparamos para regravar a maioria das músicas com a nova formação. Mantivemos a gravação anterior para termos opções na hora de mixar. Logo nos ensaios para a gravação minha pedaleira me deixou na mão, queimou a placa-mãe de forma que ia ficar muito caro para consertar. Mesmo assim marcamos uma data em Janeiro de 2006 às dezesseis horas, um horário razoável para fazer a montagem de todo o estúdio e começar a gravar às dezoito horas. Pedimos emprestado o pedal duplo da bateria ao amigo Marco Silva, que prontamente nos atendeu e ainda trouxe mais pratos para o caso de precisarmos. Tudo andava bem mas justamente nesse dia o Marquinhos bateu o carro e só pode chegar às vinte e uma horas! Mais uma vez gravamos na correria, muito longe de estarmos tranquilos; mas de qualquer forma o trabalho foi gravado. Nesse dia eu preferi usar a distorção direta do amplificador mesmo, um Marshall JCM, que dispensa apresentações. Já o Paulinho usou o seu equipamento direto em linha no Pro Tools.
:: Mais dificuldades na gravação Marcamos um dia na semana para que eu e o Paulinho pudéssemos gravar alguns solos e detalhes para o CD. Nesse dia eu estava sem carro e fomos a pé porque meu carro estava no mecânico. Do metrô até o estúdio era uma caminhada razoável, mas leve (só na ida) porque é um trecho de descida. Quando estávamos chegando, fomos surpreendidos por um amigo do estúdio que, com um semblante estranho (claramente embriagado) nos disse logo de cara: "Vocês? Eu vim da minha casa que é longe pra (...) gravar com vocês? Eu odeio vocês!" Naquele momento eu pensei que era uma brincadeira de mau gosto, mas ele continuou sem trégua: "quero deixar uma coisa bem clara: eu sou ateu! e que essa historinha de (...) Jesus se exploda!" ... eu olhei para ele e disse: "é burrice não acreditar na soberania de Deus..." mas disse que respeitava a opinião dele. Aí ele começou a ofender o Paulinho, que é um cara pacato e simples... não faz mal a uma mosca... e foi ofendido por nada! E ainda continuou disparando: "eu tenho certeza que vocês estão nessa por dinheiro! apenas por isso!" Eu respondi que realmente acreditava no que fazia! E que o dinheiro não importava! Fazíamos aquilo para agradar a Deus! Tudo bem, depois eu fui descobrir que o coitado era alcoólatra e sofria de depressão, mas aquele episódio realmente nos abalou... fomos pegos de surpresa. Foi uma carga espiritual negativa muito forte e por mais que eu falasse ele argumentava arrogantemente... eu sabia que não era bem ele que falava apesar de estar bêbado, mas ainda assim era o que pensava realmente, no seu íntimo. Para piorar a situação o produtor Ricardo não estava bem... um problema sério acabara de lhe ocorrer. Eu já não sentia paz no estúdio e muito menos o Paulinho, por isso propus para gravarmos em um outro dia. O Ricardo concordou de imediato mas quando soube que estávamos a pé mudou de idéia. Começamos a gravar mas não demorou muito tempo para percebermos que não seria uma gravação normal, pois estava um clima carregado, estranho... mas no fim deu tudo certo. Aliás, quase certo, por quê para "melhorar" a situação, enquanto o Paulinho fazia o solo de "Creio Em Ti" uma nota errada do baixo do Andy (que ainda não tinha sido regravado) insistia em tirar ainda mais a concentração... deixamos essa música para outro dia. Assim gravamos outra etapa do CD... Foi uma sensação estranha... a vontade era de sair do estúdio e ir para qualquer outro lugar. Na volta para casa o assunto não era outro entre eu e o Paulinho.
MICO= :: Paulinho Polizelli 1: Foi tocar (gravar) e esqueceu a guitarra Marcamos outro dia para continuar a "lapidar" as músicas gravando violões, novas bases e solos. Um dia eu ia direto do meu serviço para o Estúdio Unity por que o Paulinho ia estudar. Só que de última hora ele soube que não teria aula então marcamos de nos encontrar em uma estação do Metrô em São Paulo para aproveitar a oportunidade de gravar com as duas guitarras. Mas, para minha surpresa ele apareceu sorridente e sem a guitarra... aí eu perguntei: Paulinho, se a gente está indo para o estúdio... o quê você vai fazer sem a guitarra? Ele tomou um susto... arregalou os olhos e respondeu: "é mesmo cara... putz! eu me esqueci..." Nesse dia ele gravou solos ("nervosos") com a minha Les Paul.
:: E o carro quebrou de novo... No dia 11 de Fevereiro fomos convidados para tocar em uma igreja no bairro do Tucuruvi na Zona Norte de São Paulo. Nesse dia, por uma falta de comunicação, faltava um amplificador para uma das guitarras. Se a gente soubesse disso levaríamos também outro amplificador. Claro que seria a minha guitarra que ficaria sem ampli já que o Paulinho é a guitarra principal por causa dos solos. Tinha tudo para dar errado principalmente porque eu estava com um pedal de distorção que fazia muito ruído e ainda teria minha guitarra ligada em linha... Mas Deus fez dar tudo certo! Inclusive nesse dia houve uma nova confirmação; Deus usou a pastora para dizer que a banda estava no coração de Deus, que Ele nos sustentaria. Falou sobre a Unção do evangelismo, com letras e músicas para os jovens e disse mais, que o Senhor colocaria alguém no nosso caminho para nos auxiliar dentro de dois meses. Na volta para casa (pra variar) tivemos alguns problemas. Primeiro nos perdemos para retomar o caminho, o que é compreensível porque estava chovendo um pouco e eu não conhecia direito aquela região de São Paulo... mas se não bastasse isso, eu comecei a perceber que o meu carro estava falhando, aliás, o motor do Corsa estava "mais fraco" do que o habitual à alguns dias. O Marquinhos estava com a esposa, os filhos e o Paulinho em seu carro e comigo estavam a minha noiva Débora e o baixista Andy Ramos. Deixei o Andy em sua casa e depois minha noiva Débora. Já eram quase onze horas da noite quando consegui finalmente chegar na porta de casa sendo que o motor do carro já havia "morrido" e pegado "no tranco" umas duas ou três vezes no trajeto da minha noiva até minha casa. A rua aonde eu morava era uma ladeira e eu tive certa dificuldade para subir, com o carro falhando muito, mas cheguei e coloquei o veículo com meus equipamentos em posição para guardar na garagem. Mas o motor "morreu" de novo e não pegou mais... bem na porta de casa... e eu não tive a sensibilidade de perceber que aquilo era mais um livramento, que era a mão de Deus que tinha deixado o carro parar bem na porta de casa! Era para ter acontecido na rua, em qualquer outro lugar... mas Deus deixou quebrar bem na porta de casa... Sem entender isso eu queria guardar o carro na garagem de qualquer jeito, não queria deixar na rua, então tentei fazer pegar com um outro "tranco" para dar a volta pelo quarteirão mas não funcionou... meu carro "morreu" a umas três quadras abaixo da minha casa, em uma avenida... Lá estava eu na chuva, com o carro quebrado e com os equipamentos da banda! Precisei ligar para o seguro para que um guincho pudesse me deixar novamente na porta de casa, já que não era possível guardar o carro na garagem devido a ladeira... Se eu tivesse tido a percepção do livramento, teria deixado o carro na rua e pegado o equipamento sem problema nenhum. Mas precisei esperar por quase duas horas na chuva para entrar em casa estando apenas a algumas quadras de casa!
MICO= :: O dia em que o Andy "acabou" com o ensaioUm dia estávamos ensaiando no Estúdio CKR do amigo Cidão (Zona Norte de São Paulo). O ensaio até que estava razoável se o Andy não tivesse tocado uma nota errada... teria passado batido se não fosse a nota da volta da pausa na música "Creio Em Ti"... aquela parte que fica no suspense e todos tocam a mesma nota ao mesmo tempo depois da batida na caixa da bateria... a nota errada do baixo foi a mais alta... a mais "torta"... o que nos fez perder o rumo da música naquele momento e rir, nós ficamos rindo muito por um bom tempo. E o ensaio não foi mais o mesmo depois disso, já que o simples fato de olhar na cara do Andy era motivo de gargalhadas de todos os lados.
:: Mudamos o repertório de última hora No dia 20 de Maio fomos à uma igreja da Zona Sul do São Paulo. O Pastor que estava organizando o evento disse que seria um culto evangelístico, o que nos fez preparar e ensaiar um repertório mais rock. Mas quando chegamos, tivemos aquela impressão de que seria um novo "mico", que estávamos prestes a entrar em uma nova "roubada" por que a igreja, além de muito pequena era bem tradicional... ou seja, nem pensar em tocar músicas como "Pelo Seu Nome" ou "Esconderijo"... Decidimos de última hora, no meio do culto qual seria o repertório a ser apresentado. Começamos com "Poder Para Sempre" (música que a gente nem tinha ensaiado), depois tocamos "Creio Em Ti". Na sequência eu ministrei com a igreja o testemunho e finalizamos com "Aquele Jovem (18 anos)". O que aconteceu é que mais uma vez Deus esteve presente e nos surpreendeu novamente com a Sua Unção. Foi tremendo! Mais uma vez Deus usou vasos para dizer que o nosso Ministério foi ungido para o evangelismo... e que Deus faria prosperar.
MICO TOTAL= :: na vigília...Um pastor amigo convidou a gente para acompanhá-lo e tocar em uma vigília aonde ele seria o preletor. Além de ser em um lugar longe para a gente que mora na zona norte, o evento era no extremo sul da cidade de São Paulo e o pastor local (conhecido como "Césinha da rádio") não foi muito com a nossa fachada logo de cara... quando o nosso amigo pastor chamou para me apresentar ao pastor local, que estava tocando teclado com o louvor, me perguntou o quê eu tocava... eu respondi "sou um adorador, um levita..." ele me perguntou de novo o que eu tocava... eu respondi que tocava guitarra. Ele de novo perguntou: "o quê você toca?" Eu respondi: "depende do evento, pastor! Tocamos pop, louvor..." aí ele foi direto ao assunto: "vocês não vão tocar rock aqui não, não é?" Esse foi o nosso primeiro contato... A vigília foi se estendendo com muito forró e samba, e a gente na expectativa: era claro o que estava por vir: um novo "mico", e pelo visto, dos grandes! Mas eu estava mais preocupado com o Andy que teria que estar no trabalho às seis horas da manhã... E já eram mais de duas horas da madrugada! Enquanto estávamos na porta com os instrumentos o pastor local (César) se aproximou e perguntou de novo para a gente se íamos tocar rock! Eu, já de "saco cheio" respondi: "você acha mesmo que a gente veio pra uma vigília desse porte pra tocar rock?" ele respondeu: "É que aqui é um lugar do rétété... teve uma banda que veio tocar rock aqui e tinha umas quinze mil pessoas... foram embora..." eu já não queria mais tocar... o clima já não era dos melhores! Forrózão de cá, sambão prá lá, com todas as bandas e cantores tocando três, quatro, cinco músicas cada um... lá estávamos nós no palco, com os instrumentos quando o pastor chega para mim e diz: "ô irmão, me faz um favor... toque só uma música, viu? O horário está avançado... já está na hora da pregação..." O que a banda tinha a ver com isso? Nós saímos de São Paulo, o Andy ainda ia trabalhar e aquele pastorzinho de meia-pataca vem com essa? Minha reação ao pastor foi dar uma "risadinha" sarcástica e concordar... mas só concordei porque, na verdade nem queria mais tocar. Hoje, com calma eu penso que deveria ter tocado pelo menos duas músicas. Era justo! Nós gastamos gasolina e tempo! Mesmo por que quem nos convidou foi o preletor da noite e ele mesmo havia me dito que era para tocarmos no mínimo três músicas, nem que fosse para utilizar o tempo dele. Minha vontade era de descer daquele palco naquele mesmo momento e ir embora pra casa, mas tocamos mesmo uma música, a "Creio Em Ti" com a minha guitarra meio desafinada (um outro pastor esbarrou sem querer nas tarrachas antes da gente tocar). Eu dei uma rápida afinação e tocamos assim mesmo. Mas por incrível que pareça, ao invés de começar a palavra como havia dito o pastor, os cantores continuaram com duas, três músicas... eu ainda vi chegar uma cantora naquela hora e um pastor veio apresentá-la ao pastor local para cantar... ou seja, foi ridículo! O "mico" seria maior (para nós) se Deus não tivesse usado o pregador (para mim, a palavra foi o melhor momento da vigília) para dizer que estava contemplando tudo... que não era para me entristecer por que Deus se alegrava do nosso louvor... que quem nos havia convidado para aquela vigília foi Deus... que muitas almas seriam salvas através do nosso louvor e que seria grande o ministério... mas confesso que é difícil se sujeitar a essas situações. Tenho certeza que não saímos de lá de mãos vazias. Nós é quem estávamos no "lugar errado", porque naquela igreja o que prevalecia era o Forró, o Samba, o Pagode e o Sertanejo... mas o que ficou é aquele lance do preconceito do tal "pastor" César... Será que um dia esse preconceito vai acabar? Por quê confundem gosto pessoal com o "gosto de Deus"? Que todo ritmo louve ao Senhor, independentemente do ritmo que seja apresentado... É tempo de louvar a Deus de verdade, é tempo de adorar sem máscaras!
:: O baixista teve que ensaiar de madrugada para tocar no dia seguinte... Tínhamos um convite agendado à mais de um mês para um evangelismo em um shopping na Zona Oeste de São Paulo. Quatro dias antes do evento o Andy Ramos ficou sabendo que não poderia estar conosco, confirmando um dia antes... seu horário no serviço havia sido mudado e ele não poderia faltar. Convidamos o amigo baixista Tiago Rino para assumir a "bomba": pegar hoje para tocar amanhã um repertório de aproximadamente dez músicas! Eu e o Paulinho fomos para minha casa imprimir as letras e cifras mas na terceira folha a impressora simplesmente travou e não funcionou mais. Já passava das dez e meia da noite, e como precisávamos ensaiar ligamos para o Marquinhos para tocar bateria mas ele não podia... ligamos para o Andy mas ele ainda estava no trabalho... então fomos atrás de outro baterista, mas este também tinha um ensaio marcado justamente naquele momento... o jeito foi ir para o estúdio sem bateria e sem as cifras. Sabíamos que seria uma tarefa difícil mas mesmo assim ensaiamos até quase duas horas da madrugada e só paramos porque o baixista teria que acordar às seis horas para trabalhar.
Adriano, Tiago "rino" e Paulinho
MICO= :: Paulinho Polizelli 2: Foi tocar e de novo esqueceu a guitarraOutro dia tocamos em um evangelismo organizado pelo Pr. Carmelo na Zona Norte de São Paulo num domingo à tarde. Tudo estaria normal se no meio do caminho eu não tivesse perguntado ao Paulinho onde estava a guitarra... de novo ele acabou esquecendo a mesma, só que desta vez foi no carro do Marquinhos, que ficou em casa. Ele estava com o seu amplificador, seus pedais de efeitos e... sem guitarra! Para que a gente tocasse ele teve que pedir emprestado uma guitarra de um músico no evento... A primeira viagem para Santos (SP) e a demissão do Andy Ramos Em Julho de 2006 fomos para Santos (SP) tocar na Igreja Filadélfia (100% Vida). Eu estava praticamente sem voz porque estava rouco (fiquei ruim na noite anterior ao evento, de forma que não poderia cancelar), o Andy sabia que não poderia ir semanas antes porque o seu chefe não ia deixar ele trocar de horário ou ter folga no dia, por isso ensaiamos com um outro baixista, o Thiago "ratinho" Damásio. De última hora o Andy decidiu faltar no serviço e ir conosco com o seu carro. Na ida perdemos a saída para Santos porque eu me distraí com o baixo que "caiu" em cima do Marquinhos, o que nos fez perder quase duas horas. Chegamos atrasados, mas fomos muito bem recebidos pelos irmãos da igreja do Pastor Tomas aonde fomos entrevistados no Programa 100% Vida. Eu, sem voz, cantei as músicas uma oitava abaixo, porque se tentava cantar mais alto desafinava e ficava mais horrível ainda... e para completar, a banda estava insegura.
Banda Origem em Santos - SP - 2006 Mas Deus modificou a cena e se fez presente, foi uma noite memorável para a banda. A volta, como não poderia ser diferente, nos trouxe novas surpresas. Para começar nos perdemos de novo e como chovia, as placas também não apareciam... no caminho ouvimos uma buzina de trem e pensamos ser algum engraçadinho com uma buzina potente em um carro mas, para nossa surpresa de repente estávamos atravessando os trilhos e deparamos com o farol do trem que vinha muito próximo em nossa direção... e pior, o Andy em seu Fusquinha logo atrás! Me fez lembrar do desenho do Pica-Pau quando o Zeca Urubu via uma linha de trem e se certificava se estava seguro... bastava ele colocar o pé e aparecia do nada um trem e o atropelava... demos boas risadas da situação. Fomos parar em um bairro, rodamos mais um pouco até chegar na Rodovia dos Imigrantes. Na terça-feira o Andy foi despedido pela falta no sábado... e todos que estavam comigo no meu carro ficaram gripados porque eu acabei infectando todo mundo!
:: A segunda viagem para Varginha (MG) e a gravação do show Em Outubro de 2006 fomos novamente para a cidade de Varginha, região sul de Minas Gerais tocar no Segundo Encontrão Sul de Minas com o Oficina G3 (entre outras 10 bandas) no Ginásio do VTC (Varginha Tênis Clube). O que marcou nesse evento foi o fato de alguns amigos (Marcos Macambyra, Elcio Casella, Edmur Epifânio e Léo "gringo" Pirrongelli) apoiarem a idéia de gravar o show, (aliás, eu não tenho palavras para agradecer esses caras) o que me fez preparar também dois ADAT's para separar o áudio dos instrumentos para a futura edição. Na noite anterior à viagem eu praticamente não dormi porque fiquei ajudando e esperando os técnicos de som Fernando Sousa e Leandro Ribeiro até às 03:00 horas da madrugada, porque teríamos que retirar a pick-up do Fernando no mecânico na Zona Leste de São Paulo e ainda pegar alguns equipamentos que estavam na casa do tecladista André Floriano que mora na Zona Norte. Isso depois das três horas da madrugada! Cheguei em casa por volta das 05:00 horas, foi o tempo de tomar um banho, um café e cochilar um pouco para se encontrar com os câmeras Elcio e Macambyra às 07:00 horas na Marginal do Rio Tietê em São Paulo. Na ida para Varginha ainda acabei sendo multado porque os passageiros do banco traseiro não estavam usando o cinto de segurança... e isso ainda era apenas o começo! A minha intenção era gravar com 4 câmeras para ter mais opções na hora de editar, por isso tentei até o último momento contatar amigos para, ou emprestar mais uma câmera ou alugar por um preço acessível porque eu tinha certeza que estávamos levando 3 câmeras. Como não consegui a 4a. câmera decidi gravar com apenas 3 mesmo, só que por uma falha minha levamos apenas 2 câmeras... e só fui perceber a tal mancada às 18:00 horas quando o meu irmão André chegou com o câmera Edmur, que ia operar a 3a. câmera, depois de perder mais de duas horas para chegar por que o outro amigo câmera não veio... Fiquei sem saber o que fazer depois que o Elcio veio me perguntar sobre a 3a. câmera que "não tinha vindo"... eu havia me confundido com outra câmera! Uma mancada para ficar marcada como a burrice do ano! O Macambyra indicou para que a gente fosse em uma emissora de televisão que fica ao lado do ginásio do VTC para saber onde locar alguma câmera de última hora. Forneceram um endereço de uma pequena produtora de eventos na cidade, que me "enfiou a faca" para locar uma pequena câmera digital. O que aqui eu locaria por uns R$60,00 eu tive que pagar R$ 330,00! Mas eu não tinha opções... já tinha feito meu irmão atravessar a cidade inteira de São Paulo e fazer o Edmur deixar a família para vir com ele! O que eu poderia fazer a não ser alugar aquele equipamento por aquele preço? Absolutamente nada... Eu, que ainda tinha a ilusão de dormir um pouco, para "melhorar" a minha situação a banda principal (Oficina G3) não veio passar o som no horário previsto e acabou por atrasar muito o evento, e o que ia começar às 16:00 horas foi ter início mais de 19:00 horas. Por isso não passamos o nosso som! Ou seja, íamos gravar um show sem nem sequer passar o som... Era para tocarmos às 20:30 mas entramos no palco mais de 23:00 horas com o público extremamente cansado de ouvir tantas bandas (foram dez bandas de abertura antes da gente abrira para o Oficina G3).Nossa missão era dura, já que não tocamos cover de ninguém e todas as outras bandas tocavam covers para alegrar a galera. Sem retorno no palco e com a pressão de fazer algo bom para a gravação e ainda alegrar o pessoal com nossas músicas (que a grande maioria não conhecia) fizemos um show razoável. Não foi tão bom assim porque logo no começo da introdução de "Trindade" o pedestal do meu microfone caiu e tivemos que "enrolar" na introdução até o técnico de som Leandro acertar, mas mesmo assim agradamos com essa música. A segunda, "Guarda-me ó Deus" também alegrou mas, exatamente na "Aonde Isso Vai Dar?" (terceira música) o pedal do teclado do André quebrou e não funcionava mais... e para piorar a galera ainda não gostou muito dessa música por ser um pouco mais lenta... eu até entendo o povo, eles estavam cansados mas alguns começaram a ser hostis com a gente em chamar a banda principal quando terminamos a Aonde Isso Vai Dar?... era um grupo pequeno de adolescentes que começaram a gritar "oficina, oficina, oficina...". Uma tremenda falta de respeito, o que me fez puxar rapidamente os acordes de "Escravo da Mentira" e na sequencia a forte "Seguro Em Ti". Depois dessa sequencia, enfim retomamos o show novamente mas eu estava extremamente contrariado e nervoso no palco. Minha vontade era de "falar um monte", descer do palco e voltar para casa. Todo o trabalho, dinheiro investido, tempo e... lá estava a gente tocando sem retorno para uma galera que não estava mais a fim de ouvir nada a não ser a banda principal! Tudo isso passava "a mil" na minha cabeça. Tive que retirar do repertório a linda "Obrigado Senhor" porque sabia que o público não queria uma música mais lenta... queria barulho mesmo. Era um show de rock n' roll! Apenas isso. Tocamos "Pelo Seu Nome ó Deus" e finalizamos com a "Esconderijo". Agradamos a maioria daquele povo, mas na primeira impressão eu não gostei nada do show. Me lembro que o meu irmão André me perguntou enquanto ainda estávamos no palco o que eu tinha achado do show... eu disse que não havia gostado mas ele insistiu que tínhamos feito uma ótima apresentação. Palavras endossadas pelos técnicos de áudio Fernando e Leandro e os câmeras Elcio, Macambyra e Edmur. Os amigos que estavam presentes também vieram elogiar o show que tínhamos feito. O fato de estar sem dormir mais todas as dificuldades somadas tiveram reflexo em tudo depois do show, principalmente quando soube que os ADATS também haviam quebrado... perdemos quase todas as músicas com áudio separado, o que nos deu um belo trabalho com overdubs e regravações na hora de editar. É claro que, se a gente tivesse tocado antes, a coisa seria muito melhor. Ninguém estaria tão cansado (eu principalmente) e o show seria melhor em todos os sentidos. Teríamos pelo menos um "tempo técnico" para ajustar todos os equipamentos e consequentemente fazer um show melhor. E com todo mundo a fim de ouvir! *** Além da multa recebida ainda na ida para o evento, eu também paguei a gasolina e a hospedagem de todos que estavam com a gente tanto da banda como da equipe que nos acompanhava (menos o Fernando e o Leandro); o que foi prometido pela organização do evento é que em quinze dias o dinheiro seria depositado na minha conta no banco, fato que nunca aconteceu. Achando que tinha ficado horrível, nem tive pressa de assistir as fitas do show mas, alguns dias depois, quando eu parei para assistir e separar algumas cenas das três câmeras, percebi que o nosso show foi melhor do que eu pensava. Talvez o fato de estar cansado demais, estressado com tudo me deixou mais crítico. Mas o resultado está aí: o DVD do Show de Varginha para quem quiser ver.
Show Varginha 2006
MICO= :: A viagem para Franco da Rocha (SP)Em Dezembro de 2006 fomos para Franco da Rocha (SP) tocar na Primeira Igreja Batista no "K-beção Festival"', um evento beneficente organizado pelo amigo Rodolfo "Rod" Alencar (vocalista da Banda Grou) que reuniu cinco bandas para arrecadar alimentos. O que marcou nesse evento foram as coisas que aconteceram no decorrer do dia... Para começar eu fiquei sabendo alguns dias antes que eu teria que trabalhar justamente no dia do show. Até aí tudo bem porque à princípio eu sairia a tempo. Mas não foi o que aconteceu; eu achava que ia sair às dezesseis horas mas percebi que só sairia depois das dezenove horas! E o evento estava marcado para começar às dezesseis... eu liguei para o organizador do evento explicando a situação e ele disse para irmos de qualquer maneira, porque fecharíamos o evento. *** Eu havia combinado com o guitarrista Paulinho que o pegaria quando saísse do trabalho no Shopping Pompéia Nobre, local aonde ele ia tocar com o Coral Gospel Black & White às duas horas da tarde mas, como sabia que ia atrasar muito, liguei para que ele fosse para casa. Acabei saindo às sete e quinze e fui "voando" me encontrar com os caras da banda. Liguei para o meu irmão André (tecladista) para combinar aonde se encontrar até às sete e quarenta e cinco. Só que o meu irmão acabou tendo um sério imprevisto que o atrasou mais quarenta minutos, fazendo com que a gente chegasse na igreja às nove e dez da noite. Quando chegamos, fomos bem-recebidos e o combinado ficou que a Banda Grou tocaria quatro músicas e a gente tocaria até as dez e meia. Achei melhor tocar quatro músicas também. Só que um vizinho da igreja, que estava incomodado com o som do festival, veio fazer escândalo na porta da igreja. No meio do show da Banda Grou disse que se passasse das dez horas chamaria a Polícia... Moral da história: quando a Banda Grou terminou as quatro músicas, o pastor avisou que o evento acabaria naquele momento (faltavam quatro minutos para as dez) a menos que a gente tocasse sem ligar os instrumentos... De qualquer forma gastamos gasolina a toa e voltamos para casa sem tocar uma música sequer.
:: 2007 - A primeira viagem para São Lourenço (MG) Quando chegamos em São Lourenço, recebemos a notícia que o palco oficial não tinha chegado. De última hora conseguiram um palco da prefeitura, ou seja, era um pequeno palanque com estruturas tubulares e madeiras velhas. O dono do som chegou um dia antes, viu a estrutura precária e decidiu ir embora, deixando a organização "na mão". Conseguiram de última hora um som razoável.Para variar, o Marquinhos chegou em cima da hora, um pouco antes de comçar o evento. O som estava ruim, o palco era péssimo e para piorar, começou a chover! Eu confesso que naquele momento eu queria que a chuva continuasse, porque aí a gente nem tocaria. Mas um pastor subiu no palco e orou para que a chuva passasse... e parou mesmo! Nós tocamos e graças a Deus, fizemos um bom show apesar de todos os problemas do palco. Um desses problemas era que a cada batida na bateria o palco balançava e alguns cabos começavam a quebrar, causando barulhos e chiados que incomodavam bastante. Mas no geral tudo correu bem, exceto o fato do organizador do evento ter ido embora enquanto a gente tocava. O cara deixou na mão o dono do equipemento de som, e também não pagou a gente também! Gastamos gasolina, dinheiro e o cara simplesmente desligou os telefones e foi embora.
Leandro Ribeiro (técnico de som), Andy e Paulinho São Lourenço (MG)
:: Marcha Para Jesus 2007 (SP) Não preciso dizer que fiquei muito feliz ao ser avisado pelo Pastor André Bueno que faríamos parte da Marcha Para Jesus 2007 tocando em um dos 12 trios-elétricos da Igreja-Sede AD Brás. O que ficou na minha cabeça até hoje foi a emoção de tocar "Esconderijo"; e enquanto ouvia os solos do Paulinho via a cidade passando com a vista do caminhão. Uma cena no mínimo inusitada. Mas o destaque maior foi a estrutura precária do caminhão em que ficamos. Era o penúltimo carro, que só tinha um amplificador de teclado e estava sem o suporte para a caixa da bateria. Íamos tocar então no último carro, que estava melhor equipado mas com um número muito maior de músicos para tocar. Decidimos ficar no mesmo caminhão, já que havíamos trazido nossos amplificadores. Como não tinha mesmo o suporte da bateria, o Pastor André arranjou um caixote que serviu para segurar a caixa da bateria do Marquinhos. E assim mesmo a gente tocou várias horas dividindo as músicas com louvores, corinhos, músicas da banda etc. Os nossos dedos ficaram doendo um pouco mas foi gratificante. E hilário também. MICO= :: Quando tocamos na Quermesse
Foi uma experiência no mínimo
estranha… o medo de tocar para um público diferente que está a
fim de se divertir, curtindo um som que nem de longe se parece
com o que a gente está acostumado à tocar… imagine um lugar
aonde só está tocando axé e pagode... imagine agora a Banda
Origem subindo no palco para tocar um rock n´roll... e Gospel! NADA SE COMPARA EM TOCAR EM UM EVENTO SECULAR MÚSICAS CRISTÃS… Mas foi assim mesmo. Eu não entendi direito o que a gente estava fazendo lá mas Deus sabe de todas as coisas.
:: 2009 - A Banda Origem assina contrato com a MGA Assessoria Conhecendo o trabalho do jornalista Maurício Angelo, a Banda Origem inicia oficialmente o processo de divulgação do cd "Filho do Homem" assinando contrato com a MGA Assessoria (assessoria de imprensa).
:: 2010 - É lançado Oficialmente o CD "O Filho do Homem" no Brasil, EUA e Europa Com a mixagem do Ricardo Camera e masterização de Roberto Marques, fabricamos o CD pela Ágata Tecnologia Digital. A capa e os logos foram criados pelo amigo André Vassiliades e as fotos tiradas por Danilo Scarpin. A distribuição ficou por conta da Fonomatic, empresa filiada à Tratore Distribuidora.
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